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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Greve de petroleiros tem início hoje com adesão nacional


Fonte: Conlutas.org.br
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Forte paralisação na Baixada Santista, no Rio de Janeiro e em Sergipe, bases de sindicatos da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP)
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Os petroleiros dos sindicatos ligados a Frente Nacional do Petróleo (FNP) iniciaram greve hoje (15), por reajustes reivindicados na campanha salarial e pela defesa do monopólio estatal do petróleo e da Petrobras 100% estatal. As principais reivindicações do setor são 38% de reposição das perdas e 10% de aumento real. A greve começa com força na Baixada Santista. Em Sergipe (AL) e Rio de Janeiro houve paralisações e mobilizações.
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O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro Eduardo Henrique Soares disse que a greve ocorre em alguns estados e irá expandir-se nacionalmente. “O Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara (TABG) está em greve, já no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenps), houve uma assembleia no período da manhã atrasando a entrada dos funcionários por 2 horas”, informou o diretor.
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No litoral Paulista a greve está forte. Houve paralisação total da Refinaria Presidente Bernardes no setor operacional, com 70% do administrativo em greve. No Terminal Alemoa, no setor administrativo, operacional e terceirizado, houve paralisação com 100% de adesão. No Terminal de São Sebastião toda a operação está parada e 85% do setor administrativo está de braços cruzados. Nos prédios da UN-BS, diversos trabalhadores aderiram ao movimento e entraram em greve.
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Em Sergipe, 70% da categoria aderiu à greve. Segundo o diretor do Sindicato dos Petroleiros daquela base, Clarkson Nascimento, a empresa apresentou uma proposta rebaixada no dia 29 de setembro, que foi rejeitada. O prazo para contraproposta foi marcado para o dia 14 de outubro, porém a empresa não se manifestou e a greve foi deflagrada. “É uma greve parcial na base, porém se articula”, disse Nascimento. Segundo ele, o objetivo é unificar todos os sindicatos em uma mobilização nacional.
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Os pontos mais criticados da única contraproposta apresentada pela Petrobrás foram não haver nenhum aumento de salário; a discriminação entre aposentados e ativa, na medida em que divide a categoria através de abonos, gratificação contingencial, Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) e PLR; nenhuma melhoria na política já rebaixada de auxílio do Ensino Superior; a não-garantia do fim dos interditos proibitórios contra os sindicatos e o fim de todas as punições aplicadas aos petroleiros que participaram da última greve. E, além de ter feito somente propostas absurdas, ignorou as 197 cláusulas propostas pelos trabalhadores.
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A contraproposta da Petrobras provocou um sentimento de desrespeito entre os petroleiros de todo o Brasil.
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Amanhã dia 16 haverá panfletagens nas bases da FUP de Campinas, Caxias, Belo Horizonte e Norte Fluminense.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bancários continuam em greve e exigem negociação com o governo



Fonte: mnob.org

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Para destravar acordo com a Fenaban
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Bancários fazem pedido de moção ao governo para serem abertas as negociações
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A greve dos bancários entrou em uma semana decisiva. A imen­sa indignação com as condições de tra­balho dá gás e força a greve.
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O Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) afirma que a intransigência dos banqueiros e do governo, mostra sua cara, pois mesmo dizendo que marcarão data para nova negociação, ainda enrolam a categoria.
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Em uma das maiores greves dos últi­mos anos, a oposição bancária acredita que a categoria deva aproveitar a mo­bilização para de fato conquistarem à vitória. Só que para isso, alega que os bancários precisam desfazer o teatro de outros anos monta­do pelos banqueiros e governo, e infe­lizmente apoiado pela Contraf/CUT. O MNOB sabe que para garantir o rumo certo para a mobilização, algumas medidas são necessárias.
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Em primeiro lugar, a categoria pode e deve­ aproveitar as divisões existentes. Governo e banqueiros atuam juntos (só ver a ajuda de R$ 200 bilhões que os bancos receberam de Lula), no entanto, há contradições. A co­meçar pela grande mobilização de seus funcionários (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa). Assim é mais do que correto insistir na negociação específica, começando pe­las Perdas Salariais, Piso, Isonomia e PCS. Conquistar essas medidas garan­te um novo patamar para a campanha unificada. Os Sindicatos da CUT precisam parar de ajudar a esconder o governo. A greve é antes de tudo independente dos partidos e patrões. E falar em unidade de mesa de negociação é estar fazendo o jogo do adversário, pois desde sem­pre o movimento sindical lutou unifi­cado, buscando as mais diversas nego­ciações, pois é assim que se vence uma luta.
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Em segundo lugar os bancários têm um papel muito importante a cumprir: a participação na greve. E o significado disso, pra além de manter a adesão é ampliá-la (fundamental para negociação), é ir à assembléia, ir à porta do banco e discutir os rumos da luta da categoria.
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O MNOB sabe que só assim a bancários garantirão uma greve forte e mais, um rumo correto para ela. Já arrancaram a primeira conquista, pois está colocada a possibilidade de breve ne­gociação, e os bancários terão a chance de usar essa pequena vitória para vencer a batalha.
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Proposta de moção dos bancários ao governo para serem abertas as negociações
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Esta é uma proposta de Moção ao governo, para ser defendida nas asembleias, cobrando de Lula a abertura de negociação nos bancos federais.
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Estamos propondo a moção porque nos foi informado que as negociações na Fenaban estão travadas e não há possibilidades de avançarem.
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Assim, entendemos que é importante as assembleias aprovarem uma cobrança ao Comando Nacional para que envie a Moção ao governo exigindo abertura de negociação no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, para destravar as negociações.
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Carta ao Comando Nacional
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Sr’s,
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A Assembléia dos Bancários de............ ...... Deliberou por cobrar do governo a abertura de negociação nos bancos federais, visto que os bancos privados estão com muita intransigência e travaram as negociações.
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Os trabalhadores em greve lutam para melhorar seus salários, queremos só o que é nosso. Por isso, chamamos o Comando Nacional a aprovar a moção abaixo e enviar ao governo Lula, anunciando a imprensa sobre esta proposta.
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Moção dos Bancários ao Governo Lula
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Os bancários de todo o país iniciaram uma greve geral da categoria no ultimo dia 24. Os bancos receberam mais de 200 bilhões de reais, de vosso governo, no final do ano passado, por conta da crise econômica que se abateu sobre o mundo.
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No primeiro semestre deste ano, o sistema financeiro brasileiro alcançou o estrondoso lucro de 14 bilhões de reais, e pode dobrar este valor até o fim do ano.
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No entanto, a Fenaban mantém uma postura tacanha e intransigente nas negociações. Depois de sua oferta e da recusa dos trabalhadores em aceita-la, com a greve cessaram as negociações e não estamos com perspectivas de retomá-las.
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Por isso, entendemos ser muito importante a retomada das negociações nos bancos públicos e um possível acerto, com uma proposta satisfatória, para se destravar as negociações na Fenaban.

Plenárias por Banco hoje (29) em São Paulo para discutir prioridades na negociação e a Greve

Plenária da Caixa Econômica Federal, às 17h, na quadra dos bancários.

Rua: Tabatingurea, 192 centro de São Paulo.

Oposição vai defender:

Reposição das Perdas

Mais contratações

Isonomia

PCC digno

Plenária do Banco Brasil, às 17h, no Centro Trasmontano.

Local: ao lado da quadra dos bancários citada acima

Oposição vai defender:

Reposição das Perdas

Piso e PCS

Isonomia e anuênio para todos

Fim da lateralidade e da Trava de dois anos

Plenária da Nossa Caixa, às 17h, na Sede do Sindicato.

Rua: São Bento, 413, Centro de São Paulo

Oposição vai defender:

PLR para todos

Nenhuma demissão e nenhum direito a menos na fusão

Isonomia de direitos entre BB e Nossa Caixa

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Trabalhadores de fornecedoras da Embraer entram em greve


Fonte: sindmetalsjc.org.br
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Produção da Sobraer, Sopeçaero e Pesola fica 100% parada
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[25/09] Metalúrgicos de três fornecedoras da Embraer entraram em greve nesta sexta-feira, dia 25, pela Campanha Salarial e pelo pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A Sobraer, Sopeçaero e Pesola, com unidades em São José dos Campos, produzem peças de fuselagem estrutural de aviões. Com a paralisação, 100% da produção foi interrompida.
Na assembleia unificada entre as três fábricas realizada na manhã de hoje, os trabalhadores exigiram o início imediato das negociações da Campanha Salarial, considerando setembro como data-base. O grupo patronal do setor aeronáutico, liderado pela Embraer, insiste em manter novembro como data-base, ao contrário de todo setor metalúrgico.
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A paralisação é também uma resposta dos trabalhadores à negativa das empresas em não pagar PLR. Eles reivindicam valor igual ou superior ao pago no ano passado, mas os patrões se recusam a pagar qualquer valor e não aceitam nem mesmo abrir negociações.
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Juntas, as três fábricas possuem 250 trabalhadores. Uma nova assembleia deve acontecer segunda-feira, a partir das 6h.
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Eletroeletrônicos
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Os trabalhadores do setor eletroeletrônico também já deram início às paralisações pela Campanha Salarial. Hoje, metalúrgicos da Lupatech (antiga Metalúrgica Ipê), em Jacareí, parou por duas horas para pressionar o setor a aumentar a proposta de reajuste salarial. Esta semana, a Sadefem parou por 24 horas.
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Na última negociação, os patrões ofereceram apenas INPC mais 1% de aumento real. Hoje, uma nova reunião está acontecendo entre o grupo patronal de eletroeletrônicos e trefilação/refrigeração e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Campinas, Limeira e Santos.
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Na última quinta-feira em nova reunião com o setor de autopeças, a patronal ofereceu 1,5% de aumento real. A proposta foi rejeitada pelos sindicatos na própria mesa de negociação já que o índice ainda é muito inferior à reivindicação dos trabalhadores. A mobilização nas fábricas de autopeças segue.
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Na última segunda-feira, os metalúrgicos da TI Automotive (Bundy) atrasaram a entrada dos turnos em duas horas. Em Campinas, também estão havendo paralisações no setor.
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Por enquanto, o único setor a fechar acordo com São José dos Campos foi das montadoras, com 8,3% de reajuste mais R$ 1.950,00 de abono, que deve servir de parâmetro para as negociações com os outros grupos.
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“A luta dos metalúrgicos da GM está servindo de exemplo para companheiros de outras fábricas. Se os patrões insistirem em propostas rebaixadas, terão de enfrentar a resistência
da classe operária”, afirma o diretor José Donizetti de Almeida.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Greve dos bancários é deflagrada e atinge todos os estados do país







fonte: Conlutas.org.br



As assembléias de ontem (23) foram massivas e a paralisação deflagrou-se em todos os estados




A proposta da mesa única da Fenaban de apenas repor a inflação do período, esquecendo das reposições das perdas que chegam a quase 100%, aliada a PLR inferior ao ano passado, não foi aceita, e os banqueiros tiveram como resposta nacional da categoria: GREVE por tempo indeterminado.
Os maiores bancos brasileiros obtiveram lucros de mais de 14 bilhões de reais, além do socorro do governo da ordem de mais de 200 bilhões.


Os sindicatos da CUT não tiveram outra escolha que não defenderem a deflagração do movimento. Agora a luta é, além de buscar as perdas, preparar os bancários de bancos públicos a colocar em xeque o governo e ir além do acordo da Fenaban. A briga pela reposição das perdas, PCS, PCC, isonomia e outros itens, não pode parar nas propostas da mesa única da Fenaban.
Os sindicatos de Bauru, RN e MA, que protocolaram a pauta alternativa do MNOB exigindo 30% de reajuste para todos, já tinham realizado paralisações desde o dia unificado contra a crise em 14 de agosto e no dia 28 de agosto dia do bancário. A última paralisação antes de ser deflagrada a greve foi em 18 de setembro.




As Oposições do Movimento Nacional de Oposição Bancária também não ficaram a reboque do imobilismo da CUT e fizeram mobilizações em praticamente todas as capitais. Este movimento fez com que a categoria exigisse assembléias antes do final de setembro o que se mostrou certo pelo nível de greve que temos hoje.




Clique para ver o quadro nacional de paralisações:



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Estudantes de Serviço Social deflagram greve: falta até água em campus da UFVJM


fonte: Andes.org.br
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Os estudantes do curso de Serviço Social do campus avançado Mucuri da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, em Teófilo Otoni (MG), estão em greve desde a quinta-feira (17/9), em protesto contra a falta de professores e técnicos, além da péssima infra-estrutura da instituição.
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De acordo com o vice-presidente do Centro Acadêmico – CA, Fabiano Ferreira de Souza, os estudantes têm enfrentado toda a sorte de problemas para conseguirem estudar, agravados no último mês, com a transferência das aulas para o campus próprio da universidade, ainda em obras.
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Até o final de agosto, as aulas funcionavam em um campus provisório, e os alunos enfrentavam problemas pertinentes à fase transitória, como espaço insuficiente e inadequado. A falta de professores também sempre foi constante. “Estamos devendo várias disciplinas que não foram oferecidas no período em que estavam previstas por falta de docentes”, afirma Fabiano.
Segundo ele, os estudantes da sua turma, o 6º período, não estão cursando Estatística por falta de professor. Já a disciplina de Psicologia, que deveria ter sido oferecida no 3º período, está sendo ofertada agora, para várias turmas ao mesmo tempo. “São 60 estudantes de níveis diferentes na mesma sala de aula”, acrescenta.
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Ainda conforme o estudante, a instituição abriu concurso público para 80 vagas de docentes, distribuídos pelos cinco cursos regulares do campus. Entretanto, as contratações não foram efetivadas no prazo estipulado. E mesmo que todos eles sejam admitidos, o número ainda será insuficiente. “Ficaremos com uma média de 18 alunos por professor, o que consideramos muito alta”, acrescenta.
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Transferência de campusCom a transferência para o novo espaço, os problemas se agravaram ainda mais. Como o acesso ao campus é muito precário, feito por uma estrada de terra, muitos estudantes sequer conseguem chegar ao local. “A poeira é muita e tem afetado as pessoas com doenças respiratórias. Quando chove ou a administração molha a pista para diminuir o pó, os ônibus deslizam e não sobem até o campus”, explica o vice-presidente.
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Quem consegue chegar à sala de aula enfrenta outros problemas. Não há restaurante universitário. Nem uma cantina terceirizada. Falta até mesmo água potável e para uso geral. “Em reunião conosco na segunda-feira (21/9), o reitor prometeu mandar instalar bebedouros com urgência e disse que já licitou a construção de uma caixa d’água”, acrescenta o vice-presidente do CA.
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As obras de expansão dos cinco cursos regulares do campus de Teófilo Otoni (Serviço Social, Administração, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis e Matemática) estão orçadas em R$ 16 milhões e não fazem parte do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Entretanto, há um curso no mesmo campus, o de Bacharelado em Ciência e Tecnologia, que receberá R$ 6 milhões deste programa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado



fonte> Conlutas.org.br

A greve nos Correios começou à zero hora do dia (16). A proposta da ECT, de reajuste de 4,5%, referente ao índice do IPCA de agosto de 2008 a julho de 2009 foi considerada uma “piada” pela categoria. A deliberação da categoria pela deflagração da greve ficou nítida, uma vez que a empresa não apresentou nenhuma nova proposta depois que os trabalhadores rejeitaram a primeira, em agosto.


Os trabalhadores lutam por reposição de 41% das perdas salariais; aumento real de R$ 300; manutenção do cargo de motorista e do setor de transporte; fim das metas, dobras e sobrecarga de serviço; redução da jornada sem redução de salários e direitos; fim das terceirizações e privatização; Não aos Correios S/A, em defesa dos correios 100% público e estatal.


Neste momento os trabalhadores dos Correios em greve estão reunidos, através do Comando Nacional de Negociações dos Trabalhadores junto à empresa, em Brasília, com o objetivo de chegar a um acordo entre as partes. A audiência será às 14h.


Segue carta com posicionamento da Oposição Nacional Conlutas sobre Motivos de rejeição a proposta rebaixada de acordo salarial de dois anos:


Existe uma crise econômica internacional que também atingiu o Brasil e que pode levar a um aumento da inflação no ano que vem. Um reajuste rebaixado agora, com um aumento real muito pequeno, pode ser rapidamente desvalorizado, e o que é pior: estaremos abrindo mão de lutar por um reajuste digno em 2010. Se dividirmos os valores por 2, veremos que é pouco. Se a ECT pode dar 9% agora, temos que forçar para o acordo ser por um ano.


Em 2010 acontecerão as eleições presidenciais, e em anos como estes aumenta o nosso poder de pressão sobre o governo e a direção da empresa para arrancarmos reajustes maiores e mais conquistas de direitos.


Nossa greve começou muito forte, com 33 sindicatos aderindo do total de 35 filiados a FENTECT e ela vem crescendo. Por isso, a direção da ECT que enrolou durante os últimos meses, logo no primeiro dia da greve apresentou uma nova proposta, ainda bastante aquém das nossas necessidades. Se mantivermos o movimento iremos arrancar mais direitos.


Foi esse o movimento que fizeram os metalúrgicos em várias regiões do país e em grandes empresas como na Honda e na Toyota: arrancaram um reajuste de 10% e no Paraná arrancaram 8,53% de reajuste e mais um abono de R$ 2.000,00, ambas propostas somente para este ano.


É neste momento que os trabalhadores dos Correios devem confiar somente na força da sua mobilização. Não podemos confiar nem no Governo Lula e nem na direção da empresa, que querem jogar mais uma vez nas costas dos trabalhadores os ônus da crise econômica.


Chamamos a direção do nosso Sindicato e a maioria da direção da FENTECT para que confiem na força da greve de nossa categoria, e oriente pela REJEIÇÃO DESTA PROPOSTA BIANUAL, que além de ser rebaixada é uma armadilha para os trabalhadores, porque nos amarram a ficar por dois anos sem nenhuma correção salarial e será o tempo necessário para o governo Lula e a direção da empresa transformar a ECT em Correios S/A gerando milhares de demissões, terceirização e queda na qualidade de serviços prestados a população. Defendemos toda unidade de ação possível para derrotarmos o projeto Correios S/A.


Neste sentido, a proposta da Oposição Nacional Conlutas é defender nas assembléias de hoje, que não seja aprovado nem um acordo bianual e buscarmos construir e apresentar esta mesma proposta valendo somente para o Acordo Coletivo 2009, com validade para somente 01 (um) ano, sem nenhum desconto ou compensação dos dias parados.


Um panorama da greve no País:


São Paulo
Em São Paulo a assembleia que decidiu pela paralisação no dia (16) contou com a presença de mais de 4 mil trabalhadores. A greve se iniciou juntamente com os outros estados.
Hoje (17), às 16h, na Praça da Sé, terá nova assembléia para decidir os rumos da greve.


Do Vale do Paraíba e Litoral
Assembléia em SJC decide pela paralisação na região
Na assembléia realizada ontem (15), à noite pelo Sintect VP, em São José dos Campos, os trabalhadores do Vale do Paraíba e Litoral Norte decidiram pela paralisação. O resultado das assembléias organizadas em todo o país foi o mesmo. Pela manhã (16), no Vale do Paraíba, a greve já havia atingido dez cidades.


Pernambuco
No Estado de Pernambuco houve piquetes e mobilizações nos setores de trabalho no período da manhã, na capital e no Interior. Hoje (17) a partir das 17h haverá uma assembléia em frente ao Edifício Sede dos Correios em Recife, localizada na Av. Guararapes no bairro da Boa Vista.


Em Pernambuco a negativa à proposta da ECT e a decisão pela Greve foi aprovada por unanimidade. A assembléia da categoria teve a presença de mais de quase 600 Ecetistas, alguns vindos do Interior do Estado, como Belo Jardim, Caruaru, Palmares e Gravatá. Outra assembléia foi realizada em Petrolina na sub-sede do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Pernambuco (SINTECT-PE) e também aprovou o movimento paredista. Segundo o SINTECT-PE a expectativa é que só hoje, de 3.400 trabalhadores, em média 3.000 paralisem suas atividades.


No dia 2 de setembro Ecetistas de todo o Brasil fizeram assembléias e recusaram, em todos os Estados, a proposta apresentada pela empresa. Após a negativa, continuaram tentando chegar a um acordo entre as partes.

Abaixo segue um quadro nacional das localidades que aderiam a greve:


ACRE GREVE, ALAGOAS GREVE, AMAZONAS GREVE, BAIHA GREVE, BAURU GREVE, BRASILIA GREVE, CAMPINAS GREVE, CEARA GREVE, ESPIRITO SANTO GREVE, GOIAS GREVE, JUIZ DE FORA GREVE, MARANHÃO GREVE, MATO GROSSO GREVE, MATO GROSSO DO SUL GREVE, MINAS GERAIS GREVE, PARÁ GREVE, PARAIBA GREVE, PARANA GREVE, PERNANBUCO GREVE, PIAUI GREVE, RIBEIRÃO PRETO GREVE, RIO DE JANEIRO GREVE, RIO GRANDE DO NORTE NÃO INFORMOU, RIO GRANDE DO SUL GREVE, RONDONIA GREVE, RORAIMA NÃO INFORMOU ,SANTA CATARINA GREVE, SANTA MARIA NÃO INFORMOU, SANTOS GREVE, SÃO JOSE DO RIO PRETO NÃO INFORMOU, SÃO PAULO GREVE, SERGIPE GREVE, TOCANTINS GREVE, UBERABA NÃO INFORMOU, VALE DO PARAIBA GREVE.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Moção de Apoio a greve do trabalhadores estaduais do Rio de Janeiro



O Centro Acadêmico de Ciências Sociais, História, Geografia e Turismo - CACS PUC-SP declara sua solidariedade aos profissionais da Rede Estadual de Educação do Rio de Janeiro, em greve desde o dia 8/9.
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Ao mesmo tempo repudiamos a ação violenta do governador Sérgio Cabral ao enviar a Polícia Militar para reprimir a legítima assembléia dos professores, deixando inúmeros feridos.
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Os trabalhadores que exerciam seu direito de manifestação estavam em defesa da construção de um plano de carreira e a incorporação salarial das gratificações que são obrigações do Governo e o mínimo para garantir as condições de trabalho dos educadores, tantas vezes vítimas do arrocho salarial, da precarização e instabilidade do trabalho.
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A luta por direitos mínimos de trabalho é também a luta por uma educação pública, de qualidade e a serviço dos trabalhadores.
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Somos todos um: Estudantes e Trabalhadores!
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Saudações a luta das companheiras e do companheiros!
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CACS PUC-SP – Gestão Te Convido a LUTAR!

Operários da construção civil do Pará se preparam para mais uma greve da categoria

Patronal recua de sua intransigência e começa a negociar aumento
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Na última quinta-feira, 10, cerca de 1000 operários da construção civil no Pará estiveram reunidos em assembléia na sede do sindicato de Belém, para definir os novos rumos da campanha salarial 2009 da categoria.
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Mais uma vez por unanimidade eles rejeitaram a proposta da patronal que oferece apenas 5% de reajuste, mantiveram o estado de greve e aprovaram uma nova assembléia para essa quinta-feira, 17, na sede do sindicato em Belém. Uma nova greve pode ser deflagrada a qualquer momento. “Interrompemos o movimento grevista naquele momento, para mostrar para patronal que não somos intransigentes e queremos negociar, mas não vamos abrir mão de nossos direitos e nem aceitar uma salário de migalhas”, disse Aílson Cunha, coordenador geral do sindicato dos trabalhadores da Construção Civil de Belém.
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Patronal recua com medo de uma nova greve e começa a negociar aumento
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O medo de que uma nova greve aconteça e pare a cidade de Belém novamente, obriga os patrões, mesmo a contragosto, deixarem de lado a intransigência e começarem a negociar. Foi o que fez Antônio Carlos Fonseca, dono da construtora Del Rey, uma das maiores do Pará. Na semana passada, ele procurou a direção do sindicato de Belém para negociar o aumento dos operários da Del Rey. A direção do sindicato e a direção da construtora reuniram-se e chegaram a um acordo de 10,4%, que foi aprovado em uma assembléia realizada entre a direção do sindicato e os trabalhadores da Del Rey. Pelo acordo aprovado, o servente de pedreiro passará a ganhar R$ 530,00 e o profissional R$ 750,00, além de um aumento de 7% para as demais faixas e diminuição do desconto do vale-transporte em 3%. Esse acordo mostra que os patrões podem sim dar uma aumento maior do que os 5% que estão oferecendo para a categoria. Para Eduardo Visconde, um dos diretores do sindicato dos trabalhadores da construção civil de Belém e militante do PSTU Este acordo é muito importante. " A propsta obriga os outros empresários a dar um reajuste para a categoria neste patamar além de motivar os trabalhadores a continuar brigando pelo aumento”, disse.
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Mesmo com aumento da Del Rey, operários continuam mobilizados
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Apesar do acordo com a construtora Del Rey ter sido importante e animado os operários, o sindicato da patronal, Sinduscom, continua intransigente e até o momento não mostrou-se disposto a negociar. Isso mantém o estado de alerta dos trabalhadores. Nesta quinta, 17, a assembléia da categoria pode definir a greve a qualquer momento e por tempo indeterminado. “Estamos em estado de greve, se a patronal continuar intransigente, paramos os canteiros novamente”, falou Cleber Rabelo da Conlutas e um dos diretores do sindicato dos trabalhadores da construção civil de Belém.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

GREVE GERAL NA USP!

ACIMA: MOMENTO DA VOTAÇÃO



É PROFESSOR, ESTUDANTE E FUNCIONÁRIO!




Estudantes em assembleia com cerca de 1500 presentes decidiu: GREVE! Professores em assembleia reunidos na Adusp decidiram: GREVE! A resposta à repressão, invasão da polícia no Campus, demissão e ataque aos movimentos: GREVE GERAL!
(fotos: Renata Piekarski/Stefano Wrobleski)
















































































































































segunda-feira, 1 de junho de 2009

REITORIA DA USP E GOVERNO SERRA MANDAM POLÍCIA CONTRA A GREVE DE TRABALHADORES


Renata Piekarski, trabalhadora da USP e militante do PSTU



Na madrugada de hoje por volta das 3 horas da manhã, o governo Serra através da Reitoria da USP enviou a tropa de choque para reprimir a greve que já dura quase um mês. Os trabalhadores estão em greve por aumento de salário, em defesa de 5 mil trabalhadores que tem seus postos de trabalho ameaçados de demissão, e pela reintegração de Claudionor Brandão, diretor do SINTUSP demitido, assim como a retirada dos processos administrativos imposto à vários militantes e dirigentes sindicais, bem como pela retirada da multa aplicada pela reitoria ao Sintusp em função da Ocupação ocorrida em 2007.

Em quase todas as unidades foram colocadas ao menos uma viatura policial, impedindo que os piqueteiros exerçam seu direito legítimo de greve, tirado em assembleias de unidade e da categoria. Especialmente na Reitoria pode-se encontrar dezenas de policiais militares e da tropa de choque. Foram arrancadas diversas faixas e trabalhadores foram individualmente ameaçados de prisão caso permanecessem nos portões de suas unidades.

Porém a resistência do movimento agora se torna ainda maior. Pela manhã ocorreu uma assembléia emergencial, contando com cerca de 600 pessoas, que seguiu até o começo da tarde onde por unanimidade foi decidido a permanência na greve. Os estudantes por sua vez, reunidos no DCE ocupado, organizaram passagens em salas de aula chamando todos para uma assembleia que ocorrerá ainda essa semana.

Historicamente a USP é conhecida como um local onde a entrada da polícia não é permitida.
Na década de 70, a USP por diversas vezes serviu em função disso, como abrigo para militantes de esquerda perseguidos pela Ditadura Militar.

É sabido que este ataque se insere em meio à uma ofensiva dos governos federal e estadual, em criminalizar os movimentos sociais, sindicatos e setores em luta. Este fato só mostra a intransigência do governo e da Reitoria com as vias democráticas de negociação com a categoria. Amanhã haverá um ato as 11 horas da manhã
em frente à Reitoria, pela imediata
saída da polícia do Campus e pela reabertura das negociações.

Por isso chamamos a todos a participarem do ato que será organizado amanhã e enviarem
moções de apoio a greve dos funcionários da USP e repúdio à intervenção policial.