UNIFICAR AS SEMANAS PARA FORTALECER O CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS
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Estamos chegando ao final de mais um semestre, e podemos perceber que as promessas de melhorias feitas pelo atual reitor Dirceu de Mello, nem de longe foram atendidas.
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Perdemos o pouco da autonomia que tínhamos nas decisões sobre as políticas da PUC-SP. Com a aprovação do novo estatuto, foi criado o CONSAD (Conselho Administrativo), onde 2 padres da Fundação São Paulo e o Reitor Dirceu de Mello decidem sobre tudo na Universidade! É isso mesmo estudantes, hoje quem decide o que estudamos, quem vai dar aula, o quanto vamos pagar e para quem estamos produzindo nossas pesquisas são 2 PADRES e o REITOR!
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Por outro lado, percebemos a necessidade e a importância de unirmos nossas forças e entendermos que a razão da existência dessa universidade, são os estudantes.
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O CACS tem nesse último período discutido com os estudantes e com os professores a importância da nossa união em base de um programa que defenda uma educação de qualidade, com redução das mensalidades abusivas, bolsas para quem precisa e permanência dos inadimplentes nas salas de aula.
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Um exemplo prático dessa unidade foi o ato político que fizemos no último dia 29, onde cerca de 200 estudantes e professores expuseram suas aflições e indignações perante essa situação. Exigimos uma audiência pública junto ao CONSAD e pretendemos dar continuidade a essa luta legítima, já no começo do próximo semestre.
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Outro exemplo foi a idéia da Semana Acadêmica do curso de Ciências Sociais, onde estudantes do segundo ano da manhã, desde o final do ano passado, se propuseram a construir. O CACS, enquanto entidade representante discutiu e apoiou essa iniciativa. Várias discordâncias surgiram, porém foram sanadas com o intenso debate e o critério utilizado de que a unidade deve ser entendida como prioridade.
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Entendemos que as discordâncias existentes entre os estudantes são imprescindíveis para a evolução das idéias, portanto devem ser respeitadas e discutidas, com o objetivo de unificar os estudantes frente a todos os ataques que estamos sofrendo.
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Um grupo de estudantes decidiu romper com a construção da Semana Acadêmica proposta pelos estudantes do segundo ano da manhã, com a idéia de fazer uma segunda semana.
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Nós, do CACS, entendemos os motivos pelos quais decidiram romper com a Semana e acreditamos que esses estudantes têm muito a contribuir para o debate, por isso fazemos um chamado para que retornem as discussões e a construção de uma Semana Acadêmica de todas e todos os estudantes do curso de Ciências Sociais.
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Devemos nos unir e construir juntos uma Semana Acadêmica com financiamento estudantil independente de empresas privadas, que reflita a concepção de curso existente e a que queremos, e acima de tudo, uma Semana de Ciências Sociais feita pelos estudantes, para mostrar a quem nos ataca que estamos juntos, unidos em torno de uma só causa: A DEFESA DA QUALIDADE DO ENSINO.
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Esperamos que todas e todos os estudantes do curso de Ciências Sociais se sensibilizem e possam construir juntos, essa Semana e para isso chamamos:
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REUNIÃO DA SEMANA DE CIÊNCIAS SOCIAIS
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16/06 – QUARTA – 18h00 – SALA DO AQUÁRIO
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CACS PUC-SP – GESTÃO TE CONVIDO A LUTAR!
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
ELEIÇÕES PARA REPRESENTANTES DISCENTES NO DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA, ANTROPOLOGIA E POLÍTICA.

Os estudantes de Ciências Sociais travam desde o ano passado uma batalha por uma Licenciatura de qualidade no curso. Esse semestre discutiram e colocaram as suas insatisfações com o processo. Além da falta de Licenciatura, a maximização dos professores e a falta de democracia foram os principais debates.
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Sabemos que todos esses problemas estão diretamente ligados a estrutura antidemocrática e ao projeto mercantil da Reitoria e da Fundação São Paulo (Igreja) que pressionados pelos Bancos e também pelo projeto mercantil do Governo Federal estão cada vez mais levando a nossa Universidade para o buraco.
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Por outro lado, a reorganização dos estudantes mostra que não vamos nos calar frente a todos esses ataques a educação de qualidade. É direito dos estudantes que ocupem suas cadeiras dentro do Departamento. Estamos em processo de elegê-los, apesar da representatividade ainda ser muito aquém de nossas necessidades.
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Portanto, o CACS PUC-SP faz um chamado a todas e todos os estudantes de Ciências Sociais que votem nos seguintes representantes:
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Titular: André Santana Amancio - 1º ano
Suplente: Rafael Moraes Limongelli - 1º ano
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Titular: Natasha Bachini Pereira 3º ano
Suplente: Marcos Vinícius Maia 3º ano
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Titular: Gustavo Menon - 3º ano
Suplente: Guilherme de Almeida Soares - 1º ano
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Titular: Felipe M. Guarnieri - 4º ano
Suplente: Raphael Macedo de Oliveira - 3º ano.
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É mais que necessário uma abertura de diálogo para que possamos participar das decisões dos rumos da nossa universidade, a fim de retornar a lógica da produção de conhecimento.
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CACS PUC-SP – Gestão Te Convido a LUTAR!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÕES PARA REPRESENTANTES DISCENTES DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA PUC-SP
O CACS (Centro Acadêmico de Ciências Sociais, História, Geografia e Turismo) PUC-SP, reunido em reunião aberta de gestão, CONVOCA eleições para representação discente junto ao Departamento de Ciências Sociais da Universidade, a ser realizada nos dias 02 e 03 de dezembro de 2009, nos seguintes termos:.
Art. 1º O presente Edital estabelece as diretrizes das eleições para a representação discente junto ao Departamento de Ciências Sociais da PUC-SP para o mandato 2009-2010.
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Art. 2º Fica constituída a Comissão Eleitoral, com a atribuição de receber e homologar as inscrições dos representantes e conduzir todo o processo eleitoral.
§ 1º A Comissão Eleitoral será composta por um representante da gestão do CACS e todos os representantes escritos (titular ou suplente)
§ 2º A primeira reunião da Comissão Eleitoral será realizada no dia 30 de novembro de 2009, às 19h00 (dezenove horas), na sala T-50.
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Art. 3º Fica estabelecido o seguinte cronograma para o processo eleitoral de que trata o presente Edital de Convocação:
I – serão recebidas as inscrições de chapas na Xerox do CACS entre às 08 horas do dia 26 de novembro de 2009, até às 19 horas do dia 30 de novembro de 2009;
II – até o dia 30 de novembro de 2009, às 21h (nove horas), serão divulgados, pela Comissão Eleitoral, os resultados quanto à homologação das inscrições dos representantes;
V – no dia 30 de novembro de 2009, à 22 h (Dez horas), terá início a campanha eleitoral;
VI – nos dias 02 e 03 de dezembro de 2009 serão realizadas as eleições para a representação discente, observados os termos e as condições estabelecidas do Regimento Eleitoral;
VII – no dia 03 de dezembro de 2009, após o encerramento das eleições e a reunião das urnas, em local previamente divulgado pela Comissão Eleitoral, será realizado a apuração dos votos;
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Art. 4º Os estudantes de Graduação em Ciências Sociais pela PUC-SP que desejarem concorrer deverão se organizar nas vagas de representação discente a serem preenchidas e deverão ter, obrigatoriamente, um titular e um suplente.
§ 1º No ato de inscrição dos representantes, deverão ser apresentados documentos de identidade (atualizado e com foto) assim como o termo de compromisso devidamente preenchido e assinado.
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I – Conselho Departamental (Ciências Sociais): 4 (quatro) titulares e 4 (quatro) suplentes;
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São Paulo, 23 de novembro de 2009.
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CACS – PUC-SP - Gestão Te Convido a LUTAR!
TERMO DE COMPROMISSO - Ficha de Inscrição - Eleições para RD's de História e Sociais
O termo de compromisso serve como inscrição e comprova o ingresso do estudante no processo eleitoral.
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TITULAR:
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Eu, ____________________________________________, estudante da PUC-SP no curso de Graduação em __________________________, portador(a) da matricula nº ________________ e do RG nº ____________________, candidato-me para vaga de representação discente junto ao Departamento de ______________________, nas eleições que ocorrerão nos dias 01 e 02 de dezembro de 2009.DECLARO estar apto(a) para assumir a vaga de representação discente para a qual ora me candidato, nos termos do Edital de Convocação, estando ciente de que o não cumprimento dos requisitos acarretará a impugnação da candidatura pela qual concorro.Por fim, assumo o compromisso de, caso eleito(a), assumir e exercer a vaga de representação discente para a qual ora me candidato.
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Local e Data
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Assinatura
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SUPLENTE:
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Eu, ____________________________________________, estudante da PUC-SP no curso de Graduação em __________________________, portador(a) da matricula nº ________________ e do RG nº ____________________, candidato-me para vaga de representação discente junto ao Departamento de ______________________, nas eleições que ocorrerão nos dias 01 e 02 de dezembro de 2009.DECLARO estar apto(a) para assumir a vaga de representação discente para a qual ora me candidato, nos termos do Edital de
Convocação, estando ciente de que o não cumprimento dos requisitos acarretará a impugnação da candidatura pela qual concorro.Por fim, assumo o compromisso de, caso eleito(a), assumir e exercer a vaga de representação discente para a qual ora me candidato.
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Local e Data
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Assinatura
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CACS PUC-SP – Gestão Te Convido a LUTAR!
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TITULAR:
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Eu, ____________________________________________, estudante da PUC-SP no curso de Graduação em __________________________, portador(a) da matricula nº ________________ e do RG nº ____________________, candidato-me para vaga de representação discente junto ao Departamento de ______________________, nas eleições que ocorrerão nos dias 01 e 02 de dezembro de 2009.DECLARO estar apto(a) para assumir a vaga de representação discente para a qual ora me candidato, nos termos do Edital de Convocação, estando ciente de que o não cumprimento dos requisitos acarretará a impugnação da candidatura pela qual concorro.Por fim, assumo o compromisso de, caso eleito(a), assumir e exercer a vaga de representação discente para a qual ora me candidato.
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Local e Data
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Assinatura
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SUPLENTE:
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Eu, ____________________________________________, estudante da PUC-SP no curso de Graduação em __________________________, portador(a) da matricula nº ________________ e do RG nº ____________________, candidato-me para vaga de representação discente junto ao Departamento de ______________________, nas eleições que ocorrerão nos dias 01 e 02 de dezembro de 2009.DECLARO estar apto(a) para assumir a vaga de representação discente para a qual ora me candidato, nos termos do Edital de
Convocação, estando ciente de que o não cumprimento dos requisitos acarretará a impugnação da candidatura pela qual concorro.Por fim, assumo o compromisso de, caso eleito(a), assumir e exercer a vaga de representação discente para a qual ora me candidato.
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Local e Data
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Assinatura
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CACS PUC-SP – Gestão Te Convido a LUTAR!
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Manifesto pela reabertura da Licenciatura na Ciências Sociais
*confira a atualização das moções e notícias no blog: http://www.grupos.com.br/blog/sociaispucsp
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A questão da Sociologia no Ensino Médio, não é algo específico sobre uma simples vocação que vários de nós estudantes podemos assumir depois do período de graduação. Na história da educação sempre se misturou com o caráter da Universidade no Brasil, desde sua origem até os tempos atuais.
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A Universidade de São Paulo, por exemplo, nasceu fruto de uma necessidade da elite paulistana retomar sua hegemonia dentro do cenário nacional, após a derrota militar em 1932 pelas tropas de Getulio Vargas. Com isso se colocava o objetivo da formação de quadros da elite econômica, com dirigentes capacitados para fazer o Estado crescer do ponto de vista político e cultural, porém descartando totalmente o princípio da educação universal e fazendo com que as classes sociais subalternas ficassem marginalizadas desse processo.
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Essa diretriz fazia com que o Instituto de Educação na década de 30 na USP fosse separado das demais faculdades e centros de conhecimento. Separando aquilo que era pesquisa científica, daquilo que era magistratura e formação dos professores. Só depois de 30 anos foi criada a Faculdade de Educação, com seus docentes se equivalendo a professores da Universidade, porém ainda herdando vícios do passado que se perpetuam até hoje.
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Nas outras Universidades Brasileiras esse processo foi bastante semelhante no que diz respeito a separação dos campos de formação intelectual e e de magistratura. Com o desenvolvimento econômico e a necessidade
da ampliação da mão de obra semiespecializada,a educação teve que ir de forma truncada se expandindo para os setores mais populares, porém nunca de forma universal. O que resulta hoje que mais de 70% dos jovens do Brasil não tem acesso a Universidade.
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O professor Florestan Fernandez em “O Ensino de Sociologia na Escola secundária brasileira” nos anos 50 indaga a sociedade justamente pela relação de como os problemas que existem desde o ensino superior se refletem no ensino secundário. Pois ao contrastar esses aspectos, propunha mudar radicalmente as bases do ensino brasileiro, fundamental e médio, voltado desde sua origem para objetivos pragmáticos e corporativos. Reformas e mais reformas na educação passaram e nunca os questionamentos de Florestan foram respondidos. Os argumentos técnicos e a razão instrumental sempre tiveram mais espaço dentro da política brasileira, do que a percepção crítica da realidade num espaço amplo de análise e reflexão. O ensino no Brasil tem como seu motor a fonte de lucros dos grandes monopólios e não a formação de conhecimento da juventude trabalhadora da periferia e da população em geral.
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A última orientação geral para a Educação no Brasil, criada por Fernando Henrique Cardoso em 1996, e continuada por Lula em 2002, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) abre espaço para a formação e o desenvolvimento de uma mercado privado da educação superior que busca “popularizar” a universidade,
porém de forma precária e sem excelência acadêmica. Vários centros particulares abrem as portas de olho na isenção fiscal e oferecem cursos “sucateados” voltados diretamente para suprir carências no mercado de
trabalho. Desse processo o que resultou foi que a universidade continua sendo antipopular, com apenas 26% dos matriculados no ensino superior serem de instituições públicas.
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Proliferaram então diversos cursos de curta duração para diferentes áreas do mercado de trabalho, que geralmente oferecem salários baixos e condições de vida instáveis. Porém, ainda assim tem uma grande demanda, pois é mais instável ainda ficar sem emprego. Nesse percurso, foi que a bandeira histórica já citada aqui de Florestan ao mesmo tempo que foi retomada, também se dissolveu na lógica mercantil.
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A aprovação da Lei nº11.684 que prevê a obrigatoriedade do retorno das disciplinas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, depois de quase 40 anos que a Ditadura Militar impôs a Educação moral e Cívica, infelizmente vai mais no sentido de satisfazer o mercado privado da Educação do que a formação de
conhecimento como queria o profº Florestan Fernandes. Não somos a favor de cursos a distância e de pequena duração para satisfazer os cofres das Universidades Particulares . Entretanto, a resposta também não deve ser a que atualmente nós estudantes de Ciências Sociais estamos cansados de ouvir nos corredores da faculdade. “...Que a PucSP não precisa ter como objetivo formar professores para o Ensino Público...”. Pois, volta para mesma lógica (uma outra face da mesma moeda) de uma educação elitista nos marcos de como foi fundada a Universidade no Brasil.
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Queremos o nosso direito de ter licenciatura para podermos dar aula para os filhos e filhas de trabalhadores e do povo que estão no ensino médio público, porém questionando de fundo o caráter e o perfil do atual currículo da Ciências Sociais, assim como a estrutura de poder antidemocrática que existe na Universidade onde não temos nenhum espaço para desenvolver esse tipo de relfexão.
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Infelizmente quem pode decidir tal questão hoje é só os conselhos controlados desde o ano passado de forma unilateral pela Fundação São Paulo com a criação do CONSAD. Cobramos e exigimos da faculdade de Ciências Sociais, em primeiro lugar, um posicionamento público sobre tal questão: Até quando ficaremos sem licenciatura em nossos currículos? E sabemos que não existe termos judiciais e legais que impeçam tal processo, pelos próprios aspectos que ressaltamos até aqui.
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A licenciatura no currículo da Ciências Sociais não pode ser decretada com uma pincelada pelo Reitor ou por um padre representante da fundação São paulo. Desse jeito permanecerá o problema estrutural que existe entre o mercado e o conhecimento. Queremos retomar a história e tradição dessa Universidade e fazer com que os espaços de decisão voltem a ser de fato democráticos, sem a intervenção da Fundação São Paulo, com representação direta do corpo discente e com voto universal sem paridade
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Reivindicamos um espaço para nós, estudantes de Ciências Sociais, pautarmos nossas demandas como a Licenciatura, como também para nossos colegas da História, que tem vários problemas em relação a grade curricular que foi desmoronada nos últimos anos, ou como os estudantes de Filosofia que não podem nem panfletar materiais nos corredores da PUCSP.
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Não queremos uma Licenciatura aos moldes mercadológicos que na PucSP
representaria um aumento ainda maior nas mensalidades e uma consequente precarização do seu conteúdo em relação a metodologia, pesquisa e formação.
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Com esse intuito, nós estudantes da Ciências Sociais formamos uma Comissão pela Licenciatura justamente para chamar professores e estudantes, através da representação direta e universal, a pensar na elaboração de um projeto que recoloque a Licenciatura para o currículo. Processo este que deve se iniciar imediatamente, para que os estudantes ingressantes a partir de 2006 também possam desfrutar desta formação.
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● Que a faculdade Ciências Humana se posicione sobre a implantação da Licenciatura no currículo da ciências Sociais.
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● Por uma Licenciatura, sem nenhum custo adicional nas mensalidades e sem sucateamento da grade curricular.
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● Por uma comissão composta por estudantes, funcionários e professores que através da representação direta encaminhe um projeto para implantação da Licenciatura no curso.
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● Basta de tantos problemas nos cursos e nós estudantes não termos espaços para modificar a realidade acadêmica. Pela representação direta e com maioria estudantil nos conselhos da faculdade.
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Comissão Pela Abertura da Licenciatura na Faculdade de Ciências Sociais
São Paulo,
05/10/2009
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A questão da Sociologia no Ensino Médio, não é algo específico sobre uma simples vocação que vários de nós estudantes podemos assumir depois do período de graduação. Na história da educação sempre se misturou com o caráter da Universidade no Brasil, desde sua origem até os tempos atuais.
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A Universidade de São Paulo, por exemplo, nasceu fruto de uma necessidade da elite paulistana retomar sua hegemonia dentro do cenário nacional, após a derrota militar em 1932 pelas tropas de Getulio Vargas. Com isso se colocava o objetivo da formação de quadros da elite econômica, com dirigentes capacitados para fazer o Estado crescer do ponto de vista político e cultural, porém descartando totalmente o princípio da educação universal e fazendo com que as classes sociais subalternas ficassem marginalizadas desse processo.
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Essa diretriz fazia com que o Instituto de Educação na década de 30 na USP fosse separado das demais faculdades e centros de conhecimento. Separando aquilo que era pesquisa científica, daquilo que era magistratura e formação dos professores. Só depois de 30 anos foi criada a Faculdade de Educação, com seus docentes se equivalendo a professores da Universidade, porém ainda herdando vícios do passado que se perpetuam até hoje.
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Nas outras Universidades Brasileiras esse processo foi bastante semelhante no que diz respeito a separação dos campos de formação intelectual e e de magistratura. Com o desenvolvimento econômico e a necessidade
da ampliação da mão de obra semiespecializada,a educação teve que ir de forma truncada se expandindo para os setores mais populares, porém nunca de forma universal. O que resulta hoje que mais de 70% dos jovens do Brasil não tem acesso a Universidade.
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O professor Florestan Fernandez em “O Ensino de Sociologia na Escola secundária brasileira” nos anos 50 indaga a sociedade justamente pela relação de como os problemas que existem desde o ensino superior se refletem no ensino secundário. Pois ao contrastar esses aspectos, propunha mudar radicalmente as bases do ensino brasileiro, fundamental e médio, voltado desde sua origem para objetivos pragmáticos e corporativos. Reformas e mais reformas na educação passaram e nunca os questionamentos de Florestan foram respondidos. Os argumentos técnicos e a razão instrumental sempre tiveram mais espaço dentro da política brasileira, do que a percepção crítica da realidade num espaço amplo de análise e reflexão. O ensino no Brasil tem como seu motor a fonte de lucros dos grandes monopólios e não a formação de conhecimento da juventude trabalhadora da periferia e da população em geral.
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A última orientação geral para a Educação no Brasil, criada por Fernando Henrique Cardoso em 1996, e continuada por Lula em 2002, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) abre espaço para a formação e o desenvolvimento de uma mercado privado da educação superior que busca “popularizar” a universidade,
porém de forma precária e sem excelência acadêmica. Vários centros particulares abrem as portas de olho na isenção fiscal e oferecem cursos “sucateados” voltados diretamente para suprir carências no mercado de
trabalho. Desse processo o que resultou foi que a universidade continua sendo antipopular, com apenas 26% dos matriculados no ensino superior serem de instituições públicas.
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Proliferaram então diversos cursos de curta duração para diferentes áreas do mercado de trabalho, que geralmente oferecem salários baixos e condições de vida instáveis. Porém, ainda assim tem uma grande demanda, pois é mais instável ainda ficar sem emprego. Nesse percurso, foi que a bandeira histórica já citada aqui de Florestan ao mesmo tempo que foi retomada, também se dissolveu na lógica mercantil.
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A aprovação da Lei nº11.684 que prevê a obrigatoriedade do retorno das disciplinas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, depois de quase 40 anos que a Ditadura Militar impôs a Educação moral e Cívica, infelizmente vai mais no sentido de satisfazer o mercado privado da Educação do que a formação de
conhecimento como queria o profº Florestan Fernandes. Não somos a favor de cursos a distância e de pequena duração para satisfazer os cofres das Universidades Particulares . Entretanto, a resposta também não deve ser a que atualmente nós estudantes de Ciências Sociais estamos cansados de ouvir nos corredores da faculdade. “...Que a PucSP não precisa ter como objetivo formar professores para o Ensino Público...”. Pois, volta para mesma lógica (uma outra face da mesma moeda) de uma educação elitista nos marcos de como foi fundada a Universidade no Brasil.
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Queremos o nosso direito de ter licenciatura para podermos dar aula para os filhos e filhas de trabalhadores e do povo que estão no ensino médio público, porém questionando de fundo o caráter e o perfil do atual currículo da Ciências Sociais, assim como a estrutura de poder antidemocrática que existe na Universidade onde não temos nenhum espaço para desenvolver esse tipo de relfexão.
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Infelizmente quem pode decidir tal questão hoje é só os conselhos controlados desde o ano passado de forma unilateral pela Fundação São Paulo com a criação do CONSAD. Cobramos e exigimos da faculdade de Ciências Sociais, em primeiro lugar, um posicionamento público sobre tal questão: Até quando ficaremos sem licenciatura em nossos currículos? E sabemos que não existe termos judiciais e legais que impeçam tal processo, pelos próprios aspectos que ressaltamos até aqui.
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A licenciatura no currículo da Ciências Sociais não pode ser decretada com uma pincelada pelo Reitor ou por um padre representante da fundação São paulo. Desse jeito permanecerá o problema estrutural que existe entre o mercado e o conhecimento. Queremos retomar a história e tradição dessa Universidade e fazer com que os espaços de decisão voltem a ser de fato democráticos, sem a intervenção da Fundação São Paulo, com representação direta do corpo discente e com voto universal sem paridade
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Reivindicamos um espaço para nós, estudantes de Ciências Sociais, pautarmos nossas demandas como a Licenciatura, como também para nossos colegas da História, que tem vários problemas em relação a grade curricular que foi desmoronada nos últimos anos, ou como os estudantes de Filosofia que não podem nem panfletar materiais nos corredores da PUCSP.
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Não queremos uma Licenciatura aos moldes mercadológicos que na PucSP
representaria um aumento ainda maior nas mensalidades e uma consequente precarização do seu conteúdo em relação a metodologia, pesquisa e formação.
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Com esse intuito, nós estudantes da Ciências Sociais formamos uma Comissão pela Licenciatura justamente para chamar professores e estudantes, através da representação direta e universal, a pensar na elaboração de um projeto que recoloque a Licenciatura para o currículo. Processo este que deve se iniciar imediatamente, para que os estudantes ingressantes a partir de 2006 também possam desfrutar desta formação.
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● Que a faculdade Ciências Humana se posicione sobre a implantação da Licenciatura no currículo da ciências Sociais.
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● Por uma Licenciatura, sem nenhum custo adicional nas mensalidades e sem sucateamento da grade curricular.
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● Por uma comissão composta por estudantes, funcionários e professores que através da representação direta encaminhe um projeto para implantação da Licenciatura no curso.
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● Basta de tantos problemas nos cursos e nós estudantes não termos espaços para modificar a realidade acadêmica. Pela representação direta e com maioria estudantil nos conselhos da faculdade.
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Comissão Pela Abertura da Licenciatura na Faculdade de Ciências Sociais
São Paulo,
05/10/2009
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