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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Esclarecimentos das dúvidas sobre os congressos da Conlutas e da Classe Trabalhadora


Nesta entrevista com Ana Pagamunici, da Secretaria Executiva Nacional da Conlutas e da equipe de organização dos Congressos, esclarecemos as principais dúvidas sobre a preparação para os Congressos da Conlutas e Classe Trabalhadora. Confira:
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ASSEMBLEIAS
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Estamos na reta final para o agendamento das assembleias que elegerão os delegados para os Congressos da Conlutas e da Classe trabalhadora. Qual a importância deste momento para a organização de ambos os eventos?
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A realização das assembléias é parte fundamental do processo de construção dos congressos. A eleição na base é um mecanismo que busca garantir que a representação dos delegados seja expressão do trabalho real. Vale a pena lembrar que para ambos os congressos há uma orientação de que as delegações impulsionem a eleição das mulheres, buscando refletir a participação delas em cada categoria. As entidades participantes dos Congressos devem dar a máxima atenção às assembléias, especialmente, porque para serem validadas têm de estar de acordo com o previsto no regimento de ambos os congressos.
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Como informar das assembléias às organização dos congressos pelos sites?
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Todas as entidades, ao se cadastrarem, receberam uma senha para cada um dos congressos. É só entrar nos sites www.congressodaconlutas.org.br e www.congressodaclassetrabalhadora.org e efetuar o login, e cadastrar a data e o local das assembléias. Mesmo que seja uma mesma assembléia para ambos os congressos é preciso informá-las nos dois sites.
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Qual o prazo final para marcar as assembléias?
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Dia 06 de maio, próxima quinta-feira. O regimento de ambos os congressos prevê que a data final para a realização das assembléias é dia 16 de maio. Como elas têm de ser informadas com 10 dias de antecedência, então, o prazo limite para informar no site é 06 de maio.
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Segue link para os manuais que explicam o passo a passo para agendar as assembleias e fazer o cadastramento de delegados:
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http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=Nacional&id=4934
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http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=Nacional&id=4933
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E em relação às atas, como fazê-las? Para onde enviar?
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Para cada congresso há uma ata e uma lista de presença. Os modelos estão disponíveis nos sites: www.congressodaconlutas.org.br e www.congressodaclassetrabalhadora.org (seção documentos). É só imprimir e preencher na assembléia. Para cada congresso é necessária uma ata e uma lista de presença diferenciada, mesmo que os delegados sejam eleitos numa mesma assembléia. A documentação deve ser encaminhada às comissões de organização de ambos os congressos. Pedimos a todas as entidades que fazem parte da Conlutas que tirem uma cópia para arquivarem e levem o original de toda documentação na próxima reunião da Conlutas, que será nos dias 22 e 23 de maio de São Paulo. Ou enviem pelo correio para o endereço da Conlutas Nacional.
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É necessário preeencher as atas nos sites também?
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Sim. Depois de preenchidas, as atas das assembléias têm de ser informadas nos dois sites. Cada entidade, através do login e senha, entrará no item assembléias, na opção “permite o registro de assembléia” e fará um resumo da assembléia. Esse relato será ou não autorizado. Só depois são cadastrados os delegados. Há um manual que já foi distribuído na rede e está disponível no site das conlutas.
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A Conlutas tem entidades espalhadas por todo país, qual o procedimento que está sendo tomado para que o maior número de entidades marque as assembleias no prazo estipulado e não fique de fora do Congresso?
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Temos uma equipe que auxilia e ajuda a informar as entidades. Aqueles que tiverem dúvidas poderão entrar em contato com Ana, André ou Débora, através do telefone (11) 3107 7184.
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DELEGADOS, OBSERVADORES E TAXAS
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Depois das assembléias realizadas e informadas nos sites, quais serão os próximos passos e datas a serem cumpridas?
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A organização da delegação para vinda ao congresso e pagamento das taxas. Os delegados eleitos têm de ser informados nos sites, no link “delegados”. Feito isso, será gerado um boleto para pagamento da taxa em cada um dos congressos. O prazo para pagamento é de dez dias após a realização da assembléia, não podendo ultrapassar o dia 20 de maio.
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Qual a função dos delegados nos Congressos?
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Os delegados são os protagonistas dos Congressos, são os mandatários dos trabalhadores que votarão sobre os rumos da organização da classe trabalhadora em nosso país. Para os delegados do Congresso da Conlutas, o desafio é fazer o balanço do trabalho construído até o momento e apontar para a necessidade da unidade com outros setores. Para o Congresso da Classe Trabalhadora, os temas principais estão relacionadas à formação da direção da entidade, o nome e a participação dos estudantes e movimentos de opressão na direção e composição da nova central. Serão os delegados a colocarem em prática o princípio da democracia operária, no qual a classe trabalhadora é quem deve decidir sobre os rumos da sua organização.
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Temos uma previsão de quantas entidades e organizações já elegeram seus delegados?
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Sim. Os dados cadastrados até o momento dão conta de que teremos cerca de 400 entidades envolvidas no processo dos congressos, representando o equivalente a 3 milhões de trabalhadores/as, traduzindo em uma quantidade aproximada de 2mil delegados para o Congresso da Conlutas e 3 mil para o Congresso da Classe Trabalhadora. Ainda há entidades que precisam marcar suas assembléias e informá-las no site. Por outro lado, uma parcela importante que já está cadastrada. Algumas assembléias aconteceram, mas a maioria acontecerá a partir desta semana indo até o dia 16 de maio, quando acaba o prazo. É importante que em cada estado essas assembléias possam ser acompanhadas pelas conlutas estaduais. Nos sites, estão disponíveis todas as assembléias a serem realizadas, locais e horários.
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Podem participar observadores? Quais os critérios? Como inscrevê-los?
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Sim. O critério é o pagamento das taxas correspondentes ao segmento ao qual o observador pertence. Eles poderão participar de ambos os congressos, sem direito a voz e voto. Em relação aos observadores estudantes e dos movimentos contra a opressão para o Congresso da ClasseTrabalhadora, há um número limitado e está se estudando a forma de credenciamento, cuja informação deverá ser publicada após a reunião da comissão pró-central que acontece na terça-feira, dia 4 de maio. A partir de então, publicaremos a forma de cadastramento e disponibilizaremos o campo em ambos os sites.
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ESTRUTURA DOS CONGRESSOS
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Como será o alojamento? E a alimentação?
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O alojamento e a alimentação estão incluídos na taxa dos congressos. O alojamento será nas colônias dos sindicatos, em Praia Grande. Haverá transporte das colônias para o local do evento e vice-versa. A alimentação será num restaurante montado no próprio local dos Congressos.
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Haverá creche?
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Sim, para garantir a participação das mulheres, em ambos os Congressos haverá creche. É importante que aqueles que necessitarão dela que informem através dos emails. Para o congresso da conlutas: secretaria@conlutas.org.br e congresso da classe trabalhadora: contato@congressodaclassetrabalhadora.org
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Como funcionará o sistema de banca de expositores?
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Será adotado o mesmo procedimento do Congresso da Conlutas em 2008. Haverá espaços no interior do prédio do evento, cujos interessados deverão pagar uma taxa pelo uso do local. Informações sobre esse tema e inscrição de expositores serão divulgadas após o dia 5 de maio.
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Redação Conlutas

terça-feira, 27 de abril de 2010

1° de Maio - Dia de LUTA!


Fonte: Conlutas.org.br
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“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo
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História - O 1º de Maio é uma homenagem aos milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) que foram às ruas protestar contra as péssimas condições de trabalho as quais eram submetidos - férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam - e exigir a redução da jornada de trabalho de 16 para 8 horas. Essa mobilização envolveu mais de 250 mil trabalhadores. Em greve, realizaram manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentavam a cidade. Entretanto, a repressão policial foi brutal: trabalhadores foram presos, feridos e alguns deles mortos. Isto foi em 1886.
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Após diversos enfrentamentos com mortes de trabalhadores e policiais, a polícia promoveu uma investigação pesada e centenas foram presos. Oito dos militantes mais ativos de Chicago foram acusados de conspiração.
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Albert Parsons, August Spies, Adolf Fischer e George Engel foram enforcados no dia 11 de Novembro de 1887. Louis Lingg teria cometido suicídio na prisão. Os três restantes foram finalmente perdoados em 1893.Em 1889, a Segunda Internacional Socialista aprovou em seu congresso, realizado em Paris, proclamar o dia 1º de Maio como o Dia Internacional do Trabalhador, em memória aos "mártires" de Chicago e pela luta por jornada de oito horas. Essa deveria ser uma grande manifestação internacional.
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Em 1890, o Congresso norte-americano se viu obrigado a voltar a lei que estabeleceu a jornada de oito horas de trabalho.Em 1º de Maio de 1891, nova manifestação no norte da França sofreu forte repressão policial resultando na morte de dez manifestantes, o que reforçou a data do 1º de maio como um dia de luta dos trabalhadores.
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Em abril de 1919 o senado francês ratificou as oito horas diárias de trabalho e proclamou o 1º de Maio daquele ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adotou o 1º de Maio como feriado nacional. Este exemplo foi seguido por muitos outros países, com exceção dos EUA.
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O 1º de Maio em 2010 - O 1º de Maio já está aí.
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Vamos às ruas empunhar as bandeiras de luta dos trabalhadores.
Vamos manter a tradição da esquerda e preparar atos unitários e classistas.
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Não faremos como centrais governistas como CUT e Força Sindical que realizam showmícios financiados pelas mesmas empresas e governos que atacam direitos e salários dos trabalhadores do decorrer do ano.
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O 1º de Maio é dia de luta contra o capitalismo, para denunciar as grandes empresas, os Estados e seus governos e reafirmar a luta por uma sociedade justa, igualitária, uma sociedade socialista.
A Conlutas faz um chamado a todos os setores do movimento sindical, popular e estudantil à realização de atos unitários, classistas, de oposição de esquerda ao governo Lula, aos governos estaduais e municipais e aos patrões. Vamos organizar atos conjuntos com todos os setores que hoje compõem o processo de reorganização e aproveitar para convocar o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora.
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Em cada Estado devemos nos apoiar nas mobilizações que estão ocorrendo e buscar unificá-las para que sirvam de preparação dos atos do 1º de Maio. Desde as lutas nacionais às específicas de cada Estado, região ou categoria, devemos garantir a preparação do 1º de Maio e levantar as seguintes bandeiras:
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- A defesa do aumento geral dos salários
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Esta será a nossa principal bandeira. Durante o Governo Lula os empresários e banqueiros aumentaram em 400% o seu lucro enquanto os salários aumentaram pouco mais de 50% no mesmo período. Vamos denunciar que isso só foi possível por que o governo, no momento da crise, despejou centenas de bilhões do dinheiro público para as grandes empresas e ao latifúndio, enquanto aos trabalhadores sobraram demissões e agora um ritmo infernal de trabalho. Portanto, há condições, sim, para um aumento geral dos salários!
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- Redução da jornada de trabalho, para 36h, sem redução de salário e direitos
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Essa bandeira deve estar presente em todas as campanhas salariais cuja jornada é superior a 36h semanais. Deve estar presente também nos atos do 1º de Maio. Além disso, vamos denunciar que passados mais de sete anos o governo Lula tomou nenhuma iniciativa para reduzir a jornada nem para 40h semanais. Vamos fazer um chamado às centrais governistas por um dia nacional de paralisações; não devemos apostar as nossas fichas em um congresso corrupto como as centrais governistas vêm fazendo. Essa vitória dependerá exclusivamente da mobilização de nossa classe e por isso será preciso unidade e uma forte ação contra o governo e os patrões.
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- Reforçar reivindicações da campanhas salariais e manifestar apoio à luta do funcionalismo público federal
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Em cada estado, região ou município devemos destacar as ações das categorias em mobilização, especialmente as campanhas salariais e dar divulgação a essas lutas. É preciso manifestar apoio à luta do funcionalismo público. Esse setor se enfrenta novamente contra o governo Lula, agora contra a projetos que na prática congelam o reajuste destes trabalhadores por 10 anos.
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- Aposentados: Reajuste igual ao do salário mínimo, reposição das perdas e fim do fator previdenciário!
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Estamos diante de mais um episódio na luta dos aposentados contra o governo Lula. Já é a terceira vez que o governo e as centrais governistas tentam uma manobra para impedir que os projetos de lei que garantem o fim do fator previdenciário, o reajuste igual ao do salário mínimo e a reposição das perdas sejam aprovados na Câmara dos Deputados. Na última sexta-feira (23) reafirmou que defende o reajuste de 6,14% aos aposentados. É necessário denunciar o governo, as centrais governistas e reivindicar a unidade com a COBAP na defesa desses direitos. Precisamos dizer que não há déficit na previdência, como insiste em afirmar o governo Lula. Só o ano passado o governo destinou R$ 283 bilhões para pagamento de juros e serviços da dívida externa.
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Haiti: Solidariedade sim, ocupação militar não!
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Neste 1º de Maio mais uma vez vamos erguer em alto e bom som nossa solidariedade ao povo haitiano. Vamos denunciar que os efeitos nefastos causados pelo terremoto têm sua intensidade agravada a partir das inúmeras décadas de opressão e retaliação impostos pelo imperialismo. Vamos reafirmar a importância da solidariedade classista e internacional, sem fazer contundente exigência da retirada das tropas de ocupação militar daquele país. É preciso denunciar o papel do exercito brasileiro nesta ocupação e a irresponsabilidade do Governo Lula neste episódio. Vamos divulgar a visita de nossa delegação, este mês, ao Haiti e de nossa contribuição material ao Batay Ouvriye. Denunciar que nada está sendo reconstruído pelas tropas, que é com a própria força e solidariedade do heróico povo haitiano. Contra a ocupação, vamos exigir a presença de médicos, engenheiros, educadores e não soldados! Fora as tropas brasileiras do Haiti!
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Vamos ao 1º de Maio com nossas faixas, bandeiras, manifestos formando as colunas da Conlutas.
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Além de nossas bandeiras principais, não podemos deixar de falar da luta contra a opressão, do machismo, da homofobia, da luta por direito a moradia, saúde, educação, estabilidade no emprego, e a defesa do Socialismo, alternativa para a vida da classe trabalhadora, para a vida da humanidade.
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Todos ao 1º de Maio!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Câmara Legislativa de Brasília é ocupada por manifestantes

Fonte: conlutas.org.br
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Indignada, a multidão invadiu o local e protestou contra o “Mensalão do DEM”Um protesto aconteceu na Câmara Legislativa (DF) ontem (2). O ato iniciou-se às 14h com a ocupação do prédio pelos manifestantes, que estavam indignados e pediram o impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM-DF).
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O ato foi convocado pelas centrais sindicais, entre elas a Conlutas, a Intersindical e a CUT diversos sindicatos, entidades estudantis e partidos de oposição. Na ocasião, os partidos pretendiam entregar um novo pedido de impeachment do governador.
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Um novo ato está marcado para a próxima quarta-feira, dia 9, na Praça do Buriti. Para garantir um forte protesto, diversas atividades serão realizadas nos próximos dias. No final de semana, haverá panfletagem nas dezenas de feiras da periferia, como a de Planaltina. E, nos próximos dias, haverá a convocação nos locais de trabalho, nas universidades e agitações em frente à Rodoviária de Brasília, por onde circulam milhares de pessoas todos os dias.
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Com informações de Ricardo Guillen
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Leia abaixo a matéria sobre o caso Arruda
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Mais uma vez Brasília se afoga em mar de lama
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Mais uma vez fomos bombardeados por novos esquemas de corrupção no Distrito Federal. Não podemos calar!Desde a semana passada a corrupção voltou a ser manchete na mídia brasileira. Desta vez veio à tona um mensalão (quem não se lembra do mensalão do governo Lula?!) no Distrito Federal.O governador do Distrito Federal (DEM-DF), José Roberto Arruda, foi flagrado num esquema escandaloso de corrupção. Segundo a Polícia Federal, Arruda financiou sua campanha ao governo do Distrito Federal, em 2006, com verbas não declaradas de empresas privadas.O país todo viu, na noite de sábado, pelas emissoras de TV, as imagens de Arruda recebendo dinheiro do então presidente da Codeplan (Companhia de Desenvolvimento do DF).
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Na verdade, Arruda não está sozinho, ele chefia uma quadrilha, que envolve o vice-governador, Paulo Octávio, deputados da Câmara Distrital, o presidente da Câmara Legislativa, secretários de governo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal e empresários.As fartas imagens que assistimos ou viemos nas capas de jornais e revistas são de uma verdadeira quadrilha com dinheiro em cuecas, meias e todos os bolsos de paletós – agora, imagine as contas bancárias desses fulanos. Em uma delas, ainda rezam ao final.
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Quanta cara de pau!
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Todas essas imagens que o presidente Lula diz que não comprovam corrupção, mostram na verdade para onde vai o dinheiro que deveria ir para investimentos públicos no Brasil. Quem não vê a cor desse dinheiro é a população que depende dos serviços públicos (saúde, educação, saneamento básico e outros) e os trabalhadores que lutam por melhoras salariais e melhores condições de trabalho.Partidos e entidades já entraram com pedido de impeachment do governador Arruda e abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). São ações importantes, mas as instituições políticas e judiciais no Brasil acabam dando um jeito de acobertar a corrupção, porque o regime político no Brasil funciona a base de corrupção.
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Por isso não vemos corruptos serem punidos, presos efetivamente.Temos algumas experiências recentes de iniciativas que deram pouco resultado. Quem não se lembra no recente escândalo Sarney que saiu ileso com sua máfia mesmo tendo sido comprovado os favorecimentos e nepotismo em sua gestão no Senado. No mensalão do governo Lula o desvio de verbas foi comprovado, alguns políticos perderam seu cargo e saíram de cena, mas ninguém viu a devolução do dinheiro, nem a prisão dos corruptos.
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Por isso, a Conlutas defende que além de iniciativas institucionais, os trabalhadores, a população sejam chamados a ir às ruas para dar um basta na corrupção. Não podemos confiar nesses políticos e suas instituições viciadas, a serviço da corrupção.
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- Fora Arruda e Paulo Octávio e todos os deputados corruptos da Câmara Distrital!
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- Quebra do sigilo bancário de todos os envolvidos!
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- Prisão dos corruptos e corruptores!
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- Expropriação dos bens dos envolvidos e a devolução imediata do dinheiro roubado!
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- Convocação de eleições gerais já para o governo e para deputado distritais!
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- Só um governo dos trabalhadores, apoiado e controlado por suas organizações, será capaz de por fim à corrupção do Estado capitalista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

25 de novembro é o dia internacional de combate contra à violência sofrida pelas mulheres

Esta data foi estabelecida no Primeiro Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia no ano de 1981, em homenagem às irmãs Mirabal.
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Las Mariposas, como eram conhecidas as irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana. Neste dia as três irmãs Mirabal regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos se encontravam presos; foram detidas na estrada, em um lugar denominado "La foram assassinadas por agentes do SIM (Militar) do governo. O governo tirânico simulou um acidente.
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Minerva e Maria Teresa foram presas por diversas vezes no período de 1949 a 1960. Minerva usava o codinome “Mariposa” no exercício de sua militância política clandestina.
Este horroroso assassinato produziu o rechaço geral da comunidade nacional e internacional em relação ao governo dominicano, e acelerou a caída do ditador Rafael Leônidas Trujillo.
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Chega de massacre e extermínio de mulheres!
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22 de outubro, uma aluna da Universidade Bandeirante (Uniban), do campus de São Bernardo do Campo (SP), região do ABC, foi à aula com um vestido curto. Nada demais. Em pleno século 21 centenas de alunos a perseguiram pelos corredores como animais raivosos. Aos gritos de “Puta! Puta!”, a aluna foi perseguida.
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Outubro de 2008, o assassinato da jovem Eloá, por seu ex namorado, após ser mantida sob cárcere privado em Santo André (SP), comoveu o país.
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Lucimar Rocha, 36 anos foi encontrada morta dentro de sua própria casa, no bairro do Jaraguá, em Belo Horizonte (MG). O marido dela também foi ferido, mas é o principal suspeito pelo crime.
Carla da Silva, 25, grávida de nove meses. Uma gestante foi na porta de sua casa, no bairro Sarandi, em Porto Alegre (RS), conversava com parentes quando um homem que passava pelo local sacou uma arma e disparou vários tiros, um deles atingindo o pulmão da gestante. O assassino conseguiu fugir.
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Aparecida Socorro Chaves, 41, foi encontrada morta a pauladas em Esmeraldas, município da Grande Belo Horizonte (MG). Segundo a Polícia Militar, que encontrou o corpo em uma fazenda na zona rural do município, ela apresentava ferimentos profundos na cabeça, o que indicava que ela teria sido atacada com pedaços de pau e pedras, o marido da vítima, Armando Hermógenes da Silva, 68, é o principal suspeito do crime.
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Ana Maria da Conceição, 15 anos, foi morta no Ceará, pelo namorado de 21 que, com ciúmes, invadiu sua casa. Ele matou com um tiro e, em seguida, tentou matar a mãe da garota, de 37 anos, e sua irmãzinha de 6.
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Muitas mulheres em uma só dor, a da violência, vivenciada pela maioria das mulheres do mundo inteiro, majoritariamente no espaço doméstico. Algo que tem sido bastante banalizado e considerada algo menor, sem importância.
Segundo estimativas, a mulher vitimada tem sua vida diminuída em até nove anos.
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No Brasil, a cada quatro segundos uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto. Além disso, não podemos esquecer a agressão nas ruas e locais de trabalho e estudo, corriqueiras no dia a dia, em especial das mulheres pobres trabalhadoras.
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No Haiti milhares de mulheres negras sentem todos os dias o drama da miséria, da falta de alimentos para seus filhos, da violência e dos estupros impostos pela Minustah.
Na Palestina milhares de mulheres e crianças foram e serão mortos pelo assassino Estado israelense.
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No Irã, legalmente a vida de uma mulher vale metade da vida de um homem. Ainda vigora a lei medieval do apedrejamento.
O massacre que as mulheres trabalhadoras enfrentam em todas as esferas de suas vidas é cruelmente silenciado ou dissimulado através de preconceitos. Desde a escola, até os locais de trabalho a mulher é obrigada a conviver com o assédio e a subestimação.
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Além disso, não podemos deixar de citar a violência econômica à que as mulheres são submetidas, que se reflete nos salários mais baixos, nas duplas e triplas jornadas de trabalho, no assédio sexual.
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Na verdade a violência contra as mulheres é uma forma de controle social que interessa muito à classe econômica dominante, pois, controlando, violentando e desmoralizando as mulheres, controla-se metade da classe trabalhadora, controla-se sua capacidade reprodutiva, mutila sua capacidade de mobilização e se economiza para o capital, que torna exclusivo a elas o trabalho doméstico.
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Lei Maria da Penha...
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Embora tenha avançado em relação à antiga lei da cesta básica, essa lei não garante de fato a punição ao agressor, assim como não garante os serviços essenciais a mulher que sofre agressão, como casas abrigo, creches, assistência médica e psicológica, centros de Referência com profissionais capacitados e estabilidade remunerada no emprego. E as consequências disso já podem ser conferidas, pois segundo o Conselho da mulher do Distrito Federal, o número de denúncias caiu, mas não porque diminuiu a violência, mas porque as mulheres se sentem mais vulneráveis diante dessa lei.
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Além disso, esse já é o terceiro ano consecutivo onde as verbas destinadas ao combate à violência contra a mulher são cortadas pelo governo Lula.
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Nas ruas, nas escolas, nas fábricas... Somos mulheres em luta
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Frente a esse miserável cenário, só resta às mulheres a sua força coletiva para resistir e transformar essa situação.
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Nenhuma saída individual é palpável, é real... Somente a luta das mulheres, junto à classe trabalhadora é uma alternativa realista para a superação do machismo e da superexploração à que fomos e somos submetidas.
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Essa é a lição que nos tem sido dada pelas mulheres haitianas que têm resistido bravamente à ocupação das tropas brasileiras. As mulheres palestinas que com paus e pedras nas mãos se enfrentam com os exércitos sionistas. As mulheres iranianas, que lutam contra as leis anti-mulheres, contra o apedrejamento e o extermínio, as “maestras” hondurenhas que heróicamente organizaram a luta de resistência contra o golpe. As mulheres brasileiras que lutaram nas greves e mobilizações.
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E é nesse sentido que caminhamos ao construirmos o Movimento Mulheres em Luta da Conlutas. Um movimento de mulheres trabalhadoras que se coloca como alternativa de direção para a organização das mulheres que querem lutar contra o machismo e a superexploração.
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Movimento Mulheres em Luta, Janaina Rodrigues

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CACS PUC-SP também assina o Manifesto em defesa do MST


Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
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As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
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Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
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Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
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Bloquear a reforma agrária
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Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
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Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
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O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.
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Concentração fundiária
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A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
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Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
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Não violência
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A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
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É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
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Contra a criminalização das lutas sociais
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Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
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O CACS PUC-SP também assina este Manifesto em defesa do MST

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Greve de petroleiros tem início hoje com adesão nacional


Fonte: Conlutas.org.br
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Forte paralisação na Baixada Santista, no Rio de Janeiro e em Sergipe, bases de sindicatos da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP)
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Os petroleiros dos sindicatos ligados a Frente Nacional do Petróleo (FNP) iniciaram greve hoje (15), por reajustes reivindicados na campanha salarial e pela defesa do monopólio estatal do petróleo e da Petrobras 100% estatal. As principais reivindicações do setor são 38% de reposição das perdas e 10% de aumento real. A greve começa com força na Baixada Santista. Em Sergipe (AL) e Rio de Janeiro houve paralisações e mobilizações.
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O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro Eduardo Henrique Soares disse que a greve ocorre em alguns estados e irá expandir-se nacionalmente. “O Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara (TABG) está em greve, já no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenps), houve uma assembleia no período da manhã atrasando a entrada dos funcionários por 2 horas”, informou o diretor.
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No litoral Paulista a greve está forte. Houve paralisação total da Refinaria Presidente Bernardes no setor operacional, com 70% do administrativo em greve. No Terminal Alemoa, no setor administrativo, operacional e terceirizado, houve paralisação com 100% de adesão. No Terminal de São Sebastião toda a operação está parada e 85% do setor administrativo está de braços cruzados. Nos prédios da UN-BS, diversos trabalhadores aderiram ao movimento e entraram em greve.
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Em Sergipe, 70% da categoria aderiu à greve. Segundo o diretor do Sindicato dos Petroleiros daquela base, Clarkson Nascimento, a empresa apresentou uma proposta rebaixada no dia 29 de setembro, que foi rejeitada. O prazo para contraproposta foi marcado para o dia 14 de outubro, porém a empresa não se manifestou e a greve foi deflagrada. “É uma greve parcial na base, porém se articula”, disse Nascimento. Segundo ele, o objetivo é unificar todos os sindicatos em uma mobilização nacional.
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Os pontos mais criticados da única contraproposta apresentada pela Petrobrás foram não haver nenhum aumento de salário; a discriminação entre aposentados e ativa, na medida em que divide a categoria através de abonos, gratificação contingencial, Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) e PLR; nenhuma melhoria na política já rebaixada de auxílio do Ensino Superior; a não-garantia do fim dos interditos proibitórios contra os sindicatos e o fim de todas as punições aplicadas aos petroleiros que participaram da última greve. E, além de ter feito somente propostas absurdas, ignorou as 197 cláusulas propostas pelos trabalhadores.
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A contraproposta da Petrobras provocou um sentimento de desrespeito entre os petroleiros de todo o Brasil.
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Amanhã dia 16 haverá panfletagens nas bases da FUP de Campinas, Caxias, Belo Horizonte e Norte Fluminense.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Comunicado da Frente Nacional de Resistência em Honduras sobre negociações


POSICIONAMIENTO DEL FRENTE NACIONAL DE RESISTENCIA CONTRA EL GOLPE DE ESTADO SOBRE EL DIALOGO Y EL ACUERDO DE SAN JOSE
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La dictadura militar-civil de la oligarquía hondureña y sus aliados de la derecha internacional, debilitados por la acción constante del Frente Nacional de Resistencia Contra el Golpe en la calle y presionada por las más importantes instancias internacional, como la OEA, la ONU, el Grupo de Río, entre otros, se han visto obligados a aceptar un proceso de “diálogo” con el Presidente Manuel Zelaya Rosales bajo la facilitación de una Comisión de Cancilleres de la OEA. Mediante dicho diálogo la OEA busca la firma del “Acuerdo de San José” que implica como primer punto la restitución del Presidente Zelaya, pero que lo ata a importantes condicionalidades, entre otras, la renuncia a la Asamblea Constituyente.
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El Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado, fija su posición frente a este diálogo en los siguientes términos:
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1. Sostenemos que el diálogo es un medio adecuado para solventar diferencias, pero éste no es posible bajo medidas de represión que desde el 28 de junio ha adoptado la dictadura militar-civil, violentando garantías constitucionales y los derechos humanos fundamentales. Mientras se mantengan esas medidas de fuerza no hay un ambiente propicio para que el diálogo que sea válido.
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En tal sentido, coincidimos con las condiciones puestas por el Presidente Zelaya para que dicho diálogo sea posible, que son:
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La derogación del decreto PCM-M-016-2009 que suspende garantías constitucionales fundamentales.
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Termine el aislamiento, el hostigamiento de que es objeto el Presidente Manuel Zelaya así como la desmilitarización del perímetro donde esta ubicada la Embajada de Brasil.
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El respeto a la libertad de expresión, restituyendo inmediatamente el funcionamiento de Radio Globo, Canal 36 y otros medios que han sido clausurados y censurados, así como el cese de la persecución contra periodistas independientes y contra redes de comunicación alternativas.
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Y además exigimos la libertad inmediata de los Presos Políticos detenidos por la dictadura.
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2. Demandamos que el diálogo debe tener como resultados:
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La salida del poder de la dictadura militar-civil.
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La Restitución del Presidente Manuel Zelaya a su cargo sin condiciones, de forma inmediata y segura.
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Definición de mecanismos para la convocatoria de una Asamblea Nacional Constituyente democrática, incluyente y participativa.
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3. Llamamos a todos los Frentes Locales, Municipales, Departamentales y Regionales a profundizar la lucha por estas demandas con movilizaciones y actividades en todo el país.
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A CIEN DIAS DE RESISTENCIA, AQUÍ NADIE SE RINDE.
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Tegucigalpa, M.D.C. 5 de octubre de 2009
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Coordinación Nacional del Frente Nacional de Resistencia contra el Golpe de Estado

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Metalúrgicos da Heatcraft conquistam reajuste de 10%



Fonte: sindmetalsjc.org.br

Vitória foi fruto de mobilização da categoria


[05/10] Após três horas e meia de paralisação nesta segunda-feira, dia 5, os metalúrgicos da Heatcraft do Brasil, fábrica de ar-condicionado, em São José dos Campos, conquistaram um reajuste salarial de 10%, equivalente a 4,57% do INPC mais 5,2% de aumento real.

Foram três dias de negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (filiado à Conlutas) e a Heatcraft, iniciados quinta-feira, dia 1º, e encerrados nesta segunda-feira.

Esta é a segunda metalúrgica da região em que os trabalhadores conquistam 10% de reajuste. A primeira foi a TI Automotive (antiga Bundy), do setor de autopeças.

Em assembleia realizada hoje, os trabalhadores decidiram parar a produção até que a empresa fechasse acordo com o Sindicato. Havia duas propostas da categoria: 8,3% de reajuste mais abono de R$ 1.500 ou total de 10% de reajuste. A paralisação ocorreu das 5h30 às 9h, mas as horas não serão descontadas. A empresa possui cerca de 250 trabalhadores.

“Com mais esta conquista, os metalúrgicos mostram que é possível vencer onde há luta. Muitos patrões apostavam que os trabalhadores, por causa da crise, não iriam se mobilizar. Ao contrário, a categoria está consciente de que trabalhou muito neste período e que, portanto, têm de receber sua parte”, afirma o diretor Renato Bento Luiz, o Renatão.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Manifestação em solidariedade ao povo de Honduras será 2 de outubro no vão do Masp em São Paulo


fonte: conlutas.org.br
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Será dia 02, sexta-feira, no vão do MASP na Paulista com concentração à partir das 17h
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O golpe militar em Honduras tem que ser derrotado nas ruas de Honduras e de todo
o mundo. Nos últimos dias os golpistas não deixaram nenhuma dúvida aos trabalhadores e aos povos do mundo ao mostrar sua verdadeira face fascista: toque de recolher, estado de sitio, prisões, repressão brutal com centenas de feridos e assassinatos. As imagens de estádios sendo usados como “prisões” para as centenas de detenções realizadas de maneira arbitrária e violenta trazem na memória as imagens do golpe de Pinochet no Chile e as prisões e execuções no Estádio Nacional tão simbólicas das ditaduras de nosso continente.
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Entretanto, as manifestações e a resistência do povo hondurenho para derrotar o golpe continuam heróicas e fortes. As organizações sindicais, populares e políticas brasileiras fazem um chamado a construirmos um amplo movimento de solidariedade ao povo de Honduras. Realizaremos todos nossos esforços de mobilização e apoio político e material para a luta organizada a partir da Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Honduras que luta por: fim da repressão e reestabelecimento das liberdades democráticas, recondução do presidente eleito Manoel Zelaya ao governo, punição aos golpistas e convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.
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Repudiamos qualquer tentativa de acordo feito nos gabinetes que vise livrar os golpistas de qualquer punição e negar o direito ao povo hondurenho de decidir livremente sobre seu destino em uma Assembléia Nacional Constituinte. Nos colocamos na defesa da Embaixada do Brasil contra qualquer ataque ao presidente eleito Manoel Zelaya, aos ativistas e aos dirigentes que o acompanham bem como
contra qualquer funcionário da embaixada.
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Para isso estaremos organizando :
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1- Manifestação em São Paulo, no dia 2 de outubro, no vão do MASP, na Avenida.Paulista; concentração à partir das 17h;
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2- Uma delegação unitária das organizações brasileiras para levar o nosso
apoio e a nossa solidariedade, nos próximos dias, ao povo hondurenho;
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3- Uma campanha de arrecadação de recursos para o apoio à resistência
organizada pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bancários continuam em greve e exigem negociação com o governo



Fonte: mnob.org

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Para destravar acordo com a Fenaban
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Bancários fazem pedido de moção ao governo para serem abertas as negociações
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A greve dos bancários entrou em uma semana decisiva. A imen­sa indignação com as condições de tra­balho dá gás e força a greve.
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O Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) afirma que a intransigência dos banqueiros e do governo, mostra sua cara, pois mesmo dizendo que marcarão data para nova negociação, ainda enrolam a categoria.
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Em uma das maiores greves dos últi­mos anos, a oposição bancária acredita que a categoria deva aproveitar a mo­bilização para de fato conquistarem à vitória. Só que para isso, alega que os bancários precisam desfazer o teatro de outros anos monta­do pelos banqueiros e governo, e infe­lizmente apoiado pela Contraf/CUT. O MNOB sabe que para garantir o rumo certo para a mobilização, algumas medidas são necessárias.
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Em primeiro lugar, a categoria pode e deve­ aproveitar as divisões existentes. Governo e banqueiros atuam juntos (só ver a ajuda de R$ 200 bilhões que os bancos receberam de Lula), no entanto, há contradições. A co­meçar pela grande mobilização de seus funcionários (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa). Assim é mais do que correto insistir na negociação específica, começando pe­las Perdas Salariais, Piso, Isonomia e PCS. Conquistar essas medidas garan­te um novo patamar para a campanha unificada. Os Sindicatos da CUT precisam parar de ajudar a esconder o governo. A greve é antes de tudo independente dos partidos e patrões. E falar em unidade de mesa de negociação é estar fazendo o jogo do adversário, pois desde sem­pre o movimento sindical lutou unifi­cado, buscando as mais diversas nego­ciações, pois é assim que se vence uma luta.
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Em segundo lugar os bancários têm um papel muito importante a cumprir: a participação na greve. E o significado disso, pra além de manter a adesão é ampliá-la (fundamental para negociação), é ir à assembléia, ir à porta do banco e discutir os rumos da luta da categoria.
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O MNOB sabe que só assim a bancários garantirão uma greve forte e mais, um rumo correto para ela. Já arrancaram a primeira conquista, pois está colocada a possibilidade de breve ne­gociação, e os bancários terão a chance de usar essa pequena vitória para vencer a batalha.
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Proposta de moção dos bancários ao governo para serem abertas as negociações
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Esta é uma proposta de Moção ao governo, para ser defendida nas asembleias, cobrando de Lula a abertura de negociação nos bancos federais.
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Estamos propondo a moção porque nos foi informado que as negociações na Fenaban estão travadas e não há possibilidades de avançarem.
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Assim, entendemos que é importante as assembleias aprovarem uma cobrança ao Comando Nacional para que envie a Moção ao governo exigindo abertura de negociação no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, para destravar as negociações.
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Carta ao Comando Nacional
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Sr’s,
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A Assembléia dos Bancários de............ ...... Deliberou por cobrar do governo a abertura de negociação nos bancos federais, visto que os bancos privados estão com muita intransigência e travaram as negociações.
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Os trabalhadores em greve lutam para melhorar seus salários, queremos só o que é nosso. Por isso, chamamos o Comando Nacional a aprovar a moção abaixo e enviar ao governo Lula, anunciando a imprensa sobre esta proposta.
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Moção dos Bancários ao Governo Lula
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Os bancários de todo o país iniciaram uma greve geral da categoria no ultimo dia 24. Os bancos receberam mais de 200 bilhões de reais, de vosso governo, no final do ano passado, por conta da crise econômica que se abateu sobre o mundo.
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No primeiro semestre deste ano, o sistema financeiro brasileiro alcançou o estrondoso lucro de 14 bilhões de reais, e pode dobrar este valor até o fim do ano.
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No entanto, a Fenaban mantém uma postura tacanha e intransigente nas negociações. Depois de sua oferta e da recusa dos trabalhadores em aceita-la, com a greve cessaram as negociações e não estamos com perspectivas de retomá-las.
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Por isso, entendemos ser muito importante a retomada das negociações nos bancos públicos e um possível acerto, com uma proposta satisfatória, para se destravar as negociações na Fenaban.

Plenárias por Banco hoje (29) em São Paulo para discutir prioridades na negociação e a Greve

Plenária da Caixa Econômica Federal, às 17h, na quadra dos bancários.

Rua: Tabatingurea, 192 centro de São Paulo.

Oposição vai defender:

Reposição das Perdas

Mais contratações

Isonomia

PCC digno

Plenária do Banco Brasil, às 17h, no Centro Trasmontano.

Local: ao lado da quadra dos bancários citada acima

Oposição vai defender:

Reposição das Perdas

Piso e PCS

Isonomia e anuênio para todos

Fim da lateralidade e da Trava de dois anos

Plenária da Nossa Caixa, às 17h, na Sede do Sindicato.

Rua: São Bento, 413, Centro de São Paulo

Oposição vai defender:

PLR para todos

Nenhuma demissão e nenhum direito a menos na fusão

Isonomia de direitos entre BB e Nossa Caixa

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Trabalhadores de fornecedoras da Embraer entram em greve


Fonte: sindmetalsjc.org.br
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Produção da Sobraer, Sopeçaero e Pesola fica 100% parada
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[25/09] Metalúrgicos de três fornecedoras da Embraer entraram em greve nesta sexta-feira, dia 25, pela Campanha Salarial e pelo pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A Sobraer, Sopeçaero e Pesola, com unidades em São José dos Campos, produzem peças de fuselagem estrutural de aviões. Com a paralisação, 100% da produção foi interrompida.
Na assembleia unificada entre as três fábricas realizada na manhã de hoje, os trabalhadores exigiram o início imediato das negociações da Campanha Salarial, considerando setembro como data-base. O grupo patronal do setor aeronáutico, liderado pela Embraer, insiste em manter novembro como data-base, ao contrário de todo setor metalúrgico.
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A paralisação é também uma resposta dos trabalhadores à negativa das empresas em não pagar PLR. Eles reivindicam valor igual ou superior ao pago no ano passado, mas os patrões se recusam a pagar qualquer valor e não aceitam nem mesmo abrir negociações.
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Juntas, as três fábricas possuem 250 trabalhadores. Uma nova assembleia deve acontecer segunda-feira, a partir das 6h.
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Eletroeletrônicos
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Os trabalhadores do setor eletroeletrônico também já deram início às paralisações pela Campanha Salarial. Hoje, metalúrgicos da Lupatech (antiga Metalúrgica Ipê), em Jacareí, parou por duas horas para pressionar o setor a aumentar a proposta de reajuste salarial. Esta semana, a Sadefem parou por 24 horas.
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Na última negociação, os patrões ofereceram apenas INPC mais 1% de aumento real. Hoje, uma nova reunião está acontecendo entre o grupo patronal de eletroeletrônicos e trefilação/refrigeração e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Campinas, Limeira e Santos.
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Na última quinta-feira em nova reunião com o setor de autopeças, a patronal ofereceu 1,5% de aumento real. A proposta foi rejeitada pelos sindicatos na própria mesa de negociação já que o índice ainda é muito inferior à reivindicação dos trabalhadores. A mobilização nas fábricas de autopeças segue.
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Na última segunda-feira, os metalúrgicos da TI Automotive (Bundy) atrasaram a entrada dos turnos em duas horas. Em Campinas, também estão havendo paralisações no setor.
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Por enquanto, o único setor a fechar acordo com São José dos Campos foi das montadoras, com 8,3% de reajuste mais R$ 1.950,00 de abono, que deve servir de parâmetro para as negociações com os outros grupos.
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“A luta dos metalúrgicos da GM está servindo de exemplo para companheiros de outras fábricas. Se os patrões insistirem em propostas rebaixadas, terão de enfrentar a resistência
da classe operária”, afirma o diretor José Donizetti de Almeida.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Greve dos bancários é deflagrada e atinge todos os estados do país







fonte: Conlutas.org.br



As assembléias de ontem (23) foram massivas e a paralisação deflagrou-se em todos os estados




A proposta da mesa única da Fenaban de apenas repor a inflação do período, esquecendo das reposições das perdas que chegam a quase 100%, aliada a PLR inferior ao ano passado, não foi aceita, e os banqueiros tiveram como resposta nacional da categoria: GREVE por tempo indeterminado.
Os maiores bancos brasileiros obtiveram lucros de mais de 14 bilhões de reais, além do socorro do governo da ordem de mais de 200 bilhões.


Os sindicatos da CUT não tiveram outra escolha que não defenderem a deflagração do movimento. Agora a luta é, além de buscar as perdas, preparar os bancários de bancos públicos a colocar em xeque o governo e ir além do acordo da Fenaban. A briga pela reposição das perdas, PCS, PCC, isonomia e outros itens, não pode parar nas propostas da mesa única da Fenaban.
Os sindicatos de Bauru, RN e MA, que protocolaram a pauta alternativa do MNOB exigindo 30% de reajuste para todos, já tinham realizado paralisações desde o dia unificado contra a crise em 14 de agosto e no dia 28 de agosto dia do bancário. A última paralisação antes de ser deflagrada a greve foi em 18 de setembro.




As Oposições do Movimento Nacional de Oposição Bancária também não ficaram a reboque do imobilismo da CUT e fizeram mobilizações em praticamente todas as capitais. Este movimento fez com que a categoria exigisse assembléias antes do final de setembro o que se mostrou certo pelo nível de greve que temos hoje.




Clique para ver o quadro nacional de paralisações:



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Metalúrgicos fazem greve no ABC, São José e Paraná

Fonte: FolhaOnline 18/09/2009.
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Metalúrgicos de cidades do ABC (Grande SP) e da General Motoros de São Caetano (também no ABC) e São José dos Campos (SP) (Sindicato Ligado a CONLUTAS) pararam a produção nesta sexta-feira em reivindicação por reajuste salarial. Os trabalhadores da Volkswagen-Audi de São José dos Pinhais (PR) recusaram a proposta da empresa e mantiveram a greve.
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No ABC, a greve atinge mais de 60 mil trabalhadores de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra ligados à CUT.
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Eles reivindicam o mesmo acordo feito com as montadoras, com aumento real de cerca de 2%, além dos 4,44% da inflação do período (total de 6,53%), mais abono correspondente a um terço do salário médio do grupo.
O acordo já fechado envolve Volkswagen, Ford, Mercedes-Benz, Scania e Toyota. O abono nas montadoras será de R$ 1.500. Nas demais empresas o valor do abono reivindicado vai variar de acordo com a média salarial de cada grupo.
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Trabalham nas montadoras cerca de 32 mil dos 96 mil metalúrgicos da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
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GM
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No caso da GM, os 10,5 mil trabalhadores de São Caetano entraram em greve hoje por tempo indeterminado.
Na unidade da empresa em São José dos Campos, os trabalhadores decidiram na manhã desta sexta-feira (18) deflagrar greve novamente. A decisão foi tomada após a reunião de ontem terminar sem acordo. É a quarta paralisação dos metalúrgicos desde o último dia 10, pela campanha salarial da categoria.
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Os metalúrgicos rejeitaram a proposta de 6,53% de reajuste aceita pelos funcionários das demais empresas.
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A montadora manteve a proposta de 6,53% e ofereceu um aumento de R$ 250 no abono, que passaria para R$ 1.750. A proposta foi rejeitada pelos sindicatos. Em São José, a reivindicação dos trabalhadores é de 14,65% de reajuste salarial.
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Juntas, as duas fábricas produzem 620 mil carros por ano e possuem cerca de 16 mil trabalhadores.
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Paraná
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Na Volkswagen-Audi de São José dos Pinhais os 3.500 metalúrgicos rejeitaram proposta da empresa e decidiram prosseguir com a paralisação iniciada em 3 de setembro.
A direção da montadora ofereceu 7,57% de reajuste em setembro (3% de aumento real + 4,44% de correção pelo INPC), abono de R$ 2.000 a ser pago na próxima segunda-feira (21), e aumento no adicional noturno para 25% a partir de agosto de 2010. Os trabalhadores, no entanto, exigem que o adicional seja aplicado imediatamente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Membro da Secretaria Nacional da Conlutas Dirceu Travesso é reintegrado no Banco Nossa Caixa




Fonte: Blog do ELAC
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Vitória do direito de organização daclasse trabalhadora
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No dia 10 de setembro passado foiassinado na 86a Vara Trabalhista do TRT (Tribunal Regional doTrabalho) de São Paulo o acordo de reintegração junto ao BancoNossa Caixa do companheiro Dirceu Travesso, Didi, membro daSecretaria Executiva Nacional da Conlutas e do Movimento Nacional deOposição Bancária (MNOB).
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O governo Serra que demitiu ocompanheiro Didi no inicio de maio de 2008, logo depois, fez o ataquedefinitivo contra o último Banco Público de São Paulo, vendendo aNossa Caixa para o Banco do Brasil.
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A reintegração foi resultado de umprocesso judicial junto com a campanha onde a solidariedadedemonstrada por vários setores do movimento sindical foi decisiva.
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Essas iniciativas, tendo à frente oSindicato dos Bancários de São Paulo, que cumpriu um papeldeterminante, na defesa do direito de organização, contou commoções, atos, várias iniciativas de solidariedade e a negociaçãojunto ao Banco do Brasil que no inicio de 2009 assumiu o controleacionário do Banco Nossa Caixa.
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O manifesto encabeçado pelo Sindicatodos Bancários de São Paulo e pela Conlutas que pedia a reintegraçãodo companheiro Didi foi assinado pelas Centrais Sindicais (CUT, CTB,NCS, UGT, Força Sindical, Intersindical) além das representaçõesdos bancários como a Contraf-CUT, a Contec, a Fetec-CUT SP e a FEEBSP-MS e de mais algumas centenas de organizações e ativistas.
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A Conlutas agradece a todos os setoresdo movimento sindical, que independente das diferenças, se engajaramnas iniciativas de solidariedade e pela reintegração do companheiroDidi.

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado



fonte> Conlutas.org.br

A greve nos Correios começou à zero hora do dia (16). A proposta da ECT, de reajuste de 4,5%, referente ao índice do IPCA de agosto de 2008 a julho de 2009 foi considerada uma “piada” pela categoria. A deliberação da categoria pela deflagração da greve ficou nítida, uma vez que a empresa não apresentou nenhuma nova proposta depois que os trabalhadores rejeitaram a primeira, em agosto.


Os trabalhadores lutam por reposição de 41% das perdas salariais; aumento real de R$ 300; manutenção do cargo de motorista e do setor de transporte; fim das metas, dobras e sobrecarga de serviço; redução da jornada sem redução de salários e direitos; fim das terceirizações e privatização; Não aos Correios S/A, em defesa dos correios 100% público e estatal.


Neste momento os trabalhadores dos Correios em greve estão reunidos, através do Comando Nacional de Negociações dos Trabalhadores junto à empresa, em Brasília, com o objetivo de chegar a um acordo entre as partes. A audiência será às 14h.


Segue carta com posicionamento da Oposição Nacional Conlutas sobre Motivos de rejeição a proposta rebaixada de acordo salarial de dois anos:


Existe uma crise econômica internacional que também atingiu o Brasil e que pode levar a um aumento da inflação no ano que vem. Um reajuste rebaixado agora, com um aumento real muito pequeno, pode ser rapidamente desvalorizado, e o que é pior: estaremos abrindo mão de lutar por um reajuste digno em 2010. Se dividirmos os valores por 2, veremos que é pouco. Se a ECT pode dar 9% agora, temos que forçar para o acordo ser por um ano.


Em 2010 acontecerão as eleições presidenciais, e em anos como estes aumenta o nosso poder de pressão sobre o governo e a direção da empresa para arrancarmos reajustes maiores e mais conquistas de direitos.


Nossa greve começou muito forte, com 33 sindicatos aderindo do total de 35 filiados a FENTECT e ela vem crescendo. Por isso, a direção da ECT que enrolou durante os últimos meses, logo no primeiro dia da greve apresentou uma nova proposta, ainda bastante aquém das nossas necessidades. Se mantivermos o movimento iremos arrancar mais direitos.


Foi esse o movimento que fizeram os metalúrgicos em várias regiões do país e em grandes empresas como na Honda e na Toyota: arrancaram um reajuste de 10% e no Paraná arrancaram 8,53% de reajuste e mais um abono de R$ 2.000,00, ambas propostas somente para este ano.


É neste momento que os trabalhadores dos Correios devem confiar somente na força da sua mobilização. Não podemos confiar nem no Governo Lula e nem na direção da empresa, que querem jogar mais uma vez nas costas dos trabalhadores os ônus da crise econômica.


Chamamos a direção do nosso Sindicato e a maioria da direção da FENTECT para que confiem na força da greve de nossa categoria, e oriente pela REJEIÇÃO DESTA PROPOSTA BIANUAL, que além de ser rebaixada é uma armadilha para os trabalhadores, porque nos amarram a ficar por dois anos sem nenhuma correção salarial e será o tempo necessário para o governo Lula e a direção da empresa transformar a ECT em Correios S/A gerando milhares de demissões, terceirização e queda na qualidade de serviços prestados a população. Defendemos toda unidade de ação possível para derrotarmos o projeto Correios S/A.


Neste sentido, a proposta da Oposição Nacional Conlutas é defender nas assembléias de hoje, que não seja aprovado nem um acordo bianual e buscarmos construir e apresentar esta mesma proposta valendo somente para o Acordo Coletivo 2009, com validade para somente 01 (um) ano, sem nenhum desconto ou compensação dos dias parados.


Um panorama da greve no País:


São Paulo
Em São Paulo a assembleia que decidiu pela paralisação no dia (16) contou com a presença de mais de 4 mil trabalhadores. A greve se iniciou juntamente com os outros estados.
Hoje (17), às 16h, na Praça da Sé, terá nova assembléia para decidir os rumos da greve.


Do Vale do Paraíba e Litoral
Assembléia em SJC decide pela paralisação na região
Na assembléia realizada ontem (15), à noite pelo Sintect VP, em São José dos Campos, os trabalhadores do Vale do Paraíba e Litoral Norte decidiram pela paralisação. O resultado das assembléias organizadas em todo o país foi o mesmo. Pela manhã (16), no Vale do Paraíba, a greve já havia atingido dez cidades.


Pernambuco
No Estado de Pernambuco houve piquetes e mobilizações nos setores de trabalho no período da manhã, na capital e no Interior. Hoje (17) a partir das 17h haverá uma assembléia em frente ao Edifício Sede dos Correios em Recife, localizada na Av. Guararapes no bairro da Boa Vista.


Em Pernambuco a negativa à proposta da ECT e a decisão pela Greve foi aprovada por unanimidade. A assembléia da categoria teve a presença de mais de quase 600 Ecetistas, alguns vindos do Interior do Estado, como Belo Jardim, Caruaru, Palmares e Gravatá. Outra assembléia foi realizada em Petrolina na sub-sede do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Pernambuco (SINTECT-PE) e também aprovou o movimento paredista. Segundo o SINTECT-PE a expectativa é que só hoje, de 3.400 trabalhadores, em média 3.000 paralisem suas atividades.


No dia 2 de setembro Ecetistas de todo o Brasil fizeram assembléias e recusaram, em todos os Estados, a proposta apresentada pela empresa. Após a negativa, continuaram tentando chegar a um acordo entre as partes.

Abaixo segue um quadro nacional das localidades que aderiam a greve:


ACRE GREVE, ALAGOAS GREVE, AMAZONAS GREVE, BAIHA GREVE, BAURU GREVE, BRASILIA GREVE, CAMPINAS GREVE, CEARA GREVE, ESPIRITO SANTO GREVE, GOIAS GREVE, JUIZ DE FORA GREVE, MARANHÃO GREVE, MATO GROSSO GREVE, MATO GROSSO DO SUL GREVE, MINAS GERAIS GREVE, PARÁ GREVE, PARAIBA GREVE, PARANA GREVE, PERNANBUCO GREVE, PIAUI GREVE, RIBEIRÃO PRETO GREVE, RIO DE JANEIRO GREVE, RIO GRANDE DO NORTE NÃO INFORMOU, RIO GRANDE DO SUL GREVE, RONDONIA GREVE, RORAIMA NÃO INFORMOU ,SANTA CATARINA GREVE, SANTA MARIA NÃO INFORMOU, SANTOS GREVE, SÃO JOSE DO RIO PRETO NÃO INFORMOU, SÃO PAULO GREVE, SERGIPE GREVE, TOCANTINS GREVE, UBERABA NÃO INFORMOU, VALE DO PARAIBA GREVE.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Operários da construção civil do Pará se preparam para mais uma greve da categoria

Patronal recua de sua intransigência e começa a negociar aumento
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Na última quinta-feira, 10, cerca de 1000 operários da construção civil no Pará estiveram reunidos em assembléia na sede do sindicato de Belém, para definir os novos rumos da campanha salarial 2009 da categoria.
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Mais uma vez por unanimidade eles rejeitaram a proposta da patronal que oferece apenas 5% de reajuste, mantiveram o estado de greve e aprovaram uma nova assembléia para essa quinta-feira, 17, na sede do sindicato em Belém. Uma nova greve pode ser deflagrada a qualquer momento. “Interrompemos o movimento grevista naquele momento, para mostrar para patronal que não somos intransigentes e queremos negociar, mas não vamos abrir mão de nossos direitos e nem aceitar uma salário de migalhas”, disse Aílson Cunha, coordenador geral do sindicato dos trabalhadores da Construção Civil de Belém.
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Patronal recua com medo de uma nova greve e começa a negociar aumento
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O medo de que uma nova greve aconteça e pare a cidade de Belém novamente, obriga os patrões, mesmo a contragosto, deixarem de lado a intransigência e começarem a negociar. Foi o que fez Antônio Carlos Fonseca, dono da construtora Del Rey, uma das maiores do Pará. Na semana passada, ele procurou a direção do sindicato de Belém para negociar o aumento dos operários da Del Rey. A direção do sindicato e a direção da construtora reuniram-se e chegaram a um acordo de 10,4%, que foi aprovado em uma assembléia realizada entre a direção do sindicato e os trabalhadores da Del Rey. Pelo acordo aprovado, o servente de pedreiro passará a ganhar R$ 530,00 e o profissional R$ 750,00, além de um aumento de 7% para as demais faixas e diminuição do desconto do vale-transporte em 3%. Esse acordo mostra que os patrões podem sim dar uma aumento maior do que os 5% que estão oferecendo para a categoria. Para Eduardo Visconde, um dos diretores do sindicato dos trabalhadores da construção civil de Belém e militante do PSTU Este acordo é muito importante. " A propsta obriga os outros empresários a dar um reajuste para a categoria neste patamar além de motivar os trabalhadores a continuar brigando pelo aumento”, disse.
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Mesmo com aumento da Del Rey, operários continuam mobilizados
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Apesar do acordo com a construtora Del Rey ter sido importante e animado os operários, o sindicato da patronal, Sinduscom, continua intransigente e até o momento não mostrou-se disposto a negociar. Isso mantém o estado de alerta dos trabalhadores. Nesta quinta, 17, a assembléia da categoria pode definir a greve a qualquer momento e por tempo indeterminado. “Estamos em estado de greve, se a patronal continuar intransigente, paramos os canteiros novamente”, falou Cleber Rabelo da Conlutas e um dos diretores do sindicato dos trabalhadores da construção civil de Belém.

quinta-feira, 4 de junho de 2009